A minha Lista de blogues

sábado, 30 de dezembro de 2017

As pirâmides de Gisé

As pirâmides de Gisé são construções monumentais de há mais de quatro mil anos.
Túmulos para a eternidade dos faraós foram sendo violados e roubados, ao longo dos séculos.
A primeira e a maior, a de Quéops, também chamada a Grande Pirâmide, presume-se que levou 20 anos a ser construída. Não chegaram até nós quaisquer papiros, planos arquitectónicos ou registos sobre a técnica e a logística envolvidas na construção. Daí continuarem a ser alvo de especulação e das suposições mais mirabolantes, como terem sido edificadas por extra-terrestres.



A pirâmide de Quéops


                     A pirâmide de Quéfren


As pirâmides mais pequenas eram para as mulheres.


                       A pirâmide de Miquerinos


As enormes pedras em calcário, que pesam toneladas, eram transportadas na altura das cheias do Nilo.


A esfinge. O seu nariz foi destruído por um muçulmano, que achava que não devia haver a imagem de uma deusa. Quem se aproveitou disso foram os ingleses que levaram o nariz para o Museu Britânico.


O único templo que resta fica perto da esfinge. Julga-se que só serviu uma vez para a mumificação de Quéfren. Foi construído com calcário, granito de Assuão e alabastro.


Da esquerda para a direita: Quéops, Quéfren e Miquerinos. A de Quéops que se elevava a 146 metros de altura ( hoje em dia tem menos 10 m por ter sido danificada por um terramoto) parece mais pequena por estar situada numa parte mais baixa do planalto.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Nefertiti


Esta escultura inacabada tem as marcações onde uma coroa, de um material diferente, deveria ser colocado  sobre a cabeça.

A única escultura acabada desta rainha está em Berlim no Neues Museum e os alemães recusam-se a devolvê-la ou até emprestá-la...
( o obelisco na Place de la Concorde, em Paris, e a pedra da Rosetta no Museu Britânico, em Londres, são outras histórias...)


Espero que a minha irmã fique contente com as fotografias que tirei hoje no museu egípcio e prometi enviar, como por exemplo a de esta estela do marido de Nefertiti (Akenaton) tão reproduzida em todos os livros sobre o Egipto Antigo, incluindo os nossos manuais escolares. Ilustra o primeiro registo na História de um monarca monoteísta, cuja nova religião pereceu completamente após a sua morte. 



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Fotografias da visita ao Cairo Islâmico


Forno de assar batata doce


Na mesquita azul. Azulejos de Izniz


Algodão egípcio


No mausoleu do xá do Irão Reza Pahlevi na mesquita de Ar-Rifai


 Brincadeira com a guia Asmaa Khattab  (Walk.like.an.egypcian.page)

No museu Gary- Anderson, onde foi filmado o filme de James Bond The spy who loved me.

Tive a sorte de conseguir uma guia dedicada e especializada. Obrigada, Asmaa, pelo dia fantastico. Vou levar algum tempo a digerir toda a informação.



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A Torre do Cairo



A Torre do Cairo foi a primeira fotografia que tirei esta manhã da varanda do meu quarto no 26 andar.

Esta torre com 187 metros de altura em forma de uma flor de lotus estilizada, típica do antigo egipto, é um dos principais locais turisticos do Cairo. 
Ficou pronta em 1961. Foi durante 10 anos o edifício mais alto de África. Fiquei a saber hoje que foi construída com dinheiro dos EUA, os quais pensaram convencer o então presidente egípcio Nasser a tornar-se um aliado americano.   
Não alcançaram o objectivo e o dinheiro foi aplicado na construção da torre, aumentando o prestígio do líder do Egipto. Tem no topo um restaurante rotativo que, em 70 minutos, proporciona uma vista geral desta grande capital. Não tenciono subir, porque o hotel onde estou hospedada já é suficientemente alto.








domingo, 24 de dezembro de 2017

Plano da viagem ao Egipto


26 dez. (3ªf) - Partida de Lisboa via Istambul

27 dez. (4ªf) - Chegada ao Cairo. Hotel
                     - Cairo Copta:

A Igreja Copta é uma das vertentes mais antigas do cristianismo. Não é subordinada à Igreja Católica, tendo inclusive seu próprio Papa. Os coptas estão no Egipto desde que São Marcos, o Evangelista, chegou a Alexandria, tendo-se tornado o primeiro patriarca, apesar da religião permanecer clandestina, durante grande parte do domínio dos romanos (a maior parte das velhas igrejas coptas situam-se nas ruínas da fortaleza da Babilónia).             

- Igreja Ortodoxa Copta da Santa Virgem Maria (igreja suspensa)- sede do Papado Ortodoxo Copta.

- Igreja de S. Jorge. Igreja ortodoxa grega. Construída no local onde se julga que S. Jorge foi preso e torturado. Foi construída sobre uma das torres da fortaleza romana da Babilónia.

- Igreja de Abu Serga (São Sérgio)- foi construída no século XI sobre uma gruta onde, acredita-se,  a Sagrada Família se abrigou na sua fuga para o Egipto.

- Sinagoga Ben Ezra ( foi uma igreja copta vendida aos judeus pela necessidade de juntar dinheiro e pagar os impostos ao governo). Segundo a tradição judaica  terá sido o local de oração de Moisés.

- Igreja de Santa Bárbara.

- Museu Copta

28 dez. (5ªf) - Cairo Islâmico:

                       Mesquita de Ibn Tulun, Museu Gayer Anderson, Mesquita  Ar Rifaie.

                       Mesquita- madrassa do Sultão Hassan.

                       Passeio pelo mercado Khayameya.

                       Passeio pela rua Muizz.

                       Fortaleza séc XI- porta Bab Zuwaylah ( execuções públicas no séc XIX),
                       Bab el- Futuh (porta da Viória)
                       .
29 dez. (6ªf) - Museu Egípcio

30 dez. (sab)- Pirâmides de Gisé

31 dez. (dom.) - Partida para Luxor (01.10h de voo). Passagem de ano no hotel
                     
 1 jan. (2ªf)- Cruzeiro no Nilo
                    Visitar o Templo de Luxor (Tebas) e a Cidade-templo de Karnak

2 jan.(3ªf) - Visitar o Vale dos Reis e o Vale das Rainhas,
                   Templo da Rainha Hatshepsut em Deir el-Bahari e o Colosso de Memnon.
                   Passar a noite em Esna.
       
3 jan. (4ªf) - Visitar Templo de Horus em Edfu.
                    Visitar Kom Ombo- Templo de Sobek e Horus

4 jan. (5ªf) - Navegar até Assuão. Visitar a grande barragem, as pedreiras de granito 
                   Templo Philae. Visitar o jardim botânico ( barco a remos).

5 jan. (6ªf) - Desembarque e partida para o Cairo (01.25h de voo)
                  - Partida para Istambul. Hotel.

6 jan. (sáb)-  Partida de Istambul. Chegada a Lisboa

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

dezembro passou tão depressa...

A primeira camada de verniz ainda sem o rodapé

Cheguei a Lisboa no dia 2 de dezembro, com obras marcadas para o dia 4. A inundação da casa de banho deixou o chão do hall sem arranjo possível. Foi um azar dos diabos. O parquet foi substituído por tacos de madeira de Jatobá e que me perdoem os ecologistas e os passarinhos da minha primeira história ecológica A Árvore de Natal, mas isso de pisos flutuantes a fingir de madeira, não é para mim.


Os trabalhos duraram duas semanas, pois foi preciso levantar o parquet, colar o novo piso e deixar secar antes de afagar e envernizar. 






A sala tornou-se numa arrecadação provisória, com toda a mobília dos dois quartos danificados. O cheiro era insuportável e eu passava o tempo a abrir e a fechar a porta aos trabalhadores fumadores que, de vez em quando, saíam e chegavam com um pivete do cigarro. Também aproveitei o tempo para adiantar o tapete para a minha neta. Quando ficou tudo pronto começou o Natal para mim. Também acabou cedo com a partida de todos para o norte de Portugal e Inglaterra. 

Agora arranjei tempo para ver como funciona o meu novo portátil, pois o antigo teve de ser substituído, porque o disco rígido deu o berro. Felizmente, conseguiram salvar as minhas fotografias. Só perdi as de 2002, tiradas na minha primeira câmara digital. Bem gostaria de as poder trocar por todos os testes de inglês, que sobreviveram. Foram duas semanas e tal sem computador, pois o fixo teve de ser desligado. Foi bom para saber que há vida além da "net"...

Agora vou preparar-me para uma viagem, que há muito desejava fazer ..

O tapete da minha neta





Comecei o tapete nas férias que fiz ao norte de Portugal, à região do Douro, na casa em Trevões.

Levei-o para Bucareste. Quando cheguei à Roménia ainda não tinha feito metade das riscas da barra. Teve um grande avanço lá devido à minha disponibilidade, porém só o terminei em Portugal, em dezembro. Deu muito trabalho, mas fiquei muito satisfeita com o resultado.










O modelo é original. Queria que ficasse a condizer com os cortinados, que a minha filha escolheu. Como têm muita cor optei por fazer uma barra com as mesmas cores da cortina e das costas das almofadas.




È claro, o B não podia faltar...





De início era para ter só a barra com riscas e as folhas, mas resolvi acrescentar flores. Estas adaptei-as de uma revista de ponto-cruz da minha sogra, publicada em 1955.




O ano passado, por esta altura acabei um tapete para o meu neto que ficou também muito bonito. Será que no próximo ano vou fazer outro?




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma história de Natal



"A Árvore de Natal" é uma história de Maria Luz Del Vado, ilustrada por Luís Acosta Moro e publicada em 1961 pelas editoras Francisco Bruguera e Editorial Ibis, colecção Dois Amigos.









Esta história é para o meu neto, que ontem teve a sua primeira árvore de Natal.
Foi um dos meus primeiros livros.  

Morreu o último Rei dos Romenos


Morreu hoje, na Suiça, o último rei da Roménia, Miguel, com 96 anos. Era bisneto da Infanta de Portugal D. Maria Antónia, filha de D. Maria II e D. Fernando II.

 A notícia no The New York Times.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1 de dezembro: Dia da União na Roménia


Hoje é um importante feriado na Roménia. É o seu Dia Nacional e celebra-se a união da Transilvânia, em 1918. 



A cidade está engalanada e junto ao Arco do Triunfo realiza-se uma parada militar.


Consegui ver a chegada do Presidente e o desfile da bandeira portuguesa, pois tinha um enorme ecrã de TV em frente.

No entanto, as celebrações começaram já domingo passado, com o lançamento da comemoração do centenário dessa data tão importante na História romena. Assim, o Governo organizou um espectáculo musical no Teatro Nacional, marcado pela pompa e circunstância, sobretudo à chegada, pois ao sairmos do carro, além de haver fotógrafos e televisões, tínhamos que subir, numa passadeira vermelha, a escadaria do teatro toda iluminada até à porta principal. Senti-me uma pop-star



A organização do concerto foi especialmente cuidada e a verdadeira estrela da noite foi a excelente orquestra da juventude. O programa variado incluiu, como seria de esperar peças musicais romenas do mais famoso compositor romeno Georges Enescu (1881-1955) como de outros seus compatriotas Theodor Rogalski (1901-1954) e Ciprian Porumbescu (1853-1883). Gostei em especial da "Hora da Mutenia" de Rogalski, obra inspirada numa dança romena. 


 

Também gostei muito das duas sopranos, já com carreiras internacionais relevantes, Adela Zaharia, romena e Kristine Opolais, letã.

Cheguei, entretanto, à conclusão que a vida cultural romena é bastante animada e interessante, incluindo concertos variados e de grande qualidade. Dessa forma consegui já conhecer as três salas de espectáculo principais: o Ateneu, a Ópera e o Teatro Nacional.




Desejo a todos um magnífico início de festas de Natal. Regresso amanhã a Lisboa. Voltarei só em 2018.