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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O Grande Incêndio de Londres foi há 360 anos

 

Imagem na net sem crédito autor
O Grande Incêndio de 1666 em Londres

"Na madrugada de 2 de setembro, os gritos do pânico causado por um incêndio ergueram-se sobre Londres. O fogo tivera origem numa padaria de Pudding Lane, avançando para leste e queimando tudo pelo caminho durante três dias".

Era rei Carlos II, casado desde 1662 com a Infanta portuguesa Catarina de Bragança, que no dia 5 preparava-se para mudar, por precaução, de Whitehall para o Palácio de Hampton Court. No dia 6, o fogo entretanto controlado extinguiu-se. O monarca ordenou a reconstrução de Londres e encarregou o arquiteto Christopher Wren de construir uma nova Catedral de São Paulo.

"A Câmara dos Comuns atribuiu aos católicos a responsabilidade pelo Grande Incêndio, que o rei rejeitou com veemência. Apesar de tudo, ainda em novembro foi emitida uma proclamação dando aos sacerdotes católicos romanos e aos jesuítas um mês para abandonarem o reino. Os magistrados começaram a deter quem não cumpria a ordem."

Esta era Londres do século XVII, onde viveu Catarina de Bragança, católica, até 1692, quando regressou a Portugal já viúva.

Referências:



Susan Abernethy, Catarina de Bragança. A história da infanta portuguesa Rainha de Inglaterra. Planeta 2026

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Wellington

Este post não é sobre Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington (1769-1852), um general célebre, famoso por derrotar Napoleão em Waterloo e, antes, por comandar de maneira vitoriosa as forças luso-britânicas na Guerra Peninsular, nem sobre o seu retrato roubado da National Gallery...

Nunca li esta biografia. O meu marido ficou pouco entusiasmado após a sua leitura e por isso não me motivou...

Também não é sobre a Baixela da Vitória desenhada por Domingos Sequeira e oferecida a Wellington como reconhecimento do povo e monarca portugueses.

É sobre culinária. Mas não se trata da famosa receita britànica, inspirada na francesa filet boeuf en croûte, que honra Wellington: Beef Wellington, uma das minhas receitas favoritas de carne de vaca. Trata sim da sua versão com peixe, Salmão Wellington.




Recentemente a minha filha comeu um excelente Beef Wellington no Bougain em Cascais

A versão de Salmão é  uma variante moderna daquele clássico, mais fácil de preparar e mais leve.


Retira-se a pele do salmão, vertendo sobre ela um pouco de água a ferver, porque desse modo sai mais fácilmente. Tempera-se o salmão a gosto e coloca-se por cima de uma folha de massa folhada.
Corta-se uma cebola e pica-se. Vai ao lume numa frigideira com azeite. Junta-se 1 dente de alho esmagado e picado. Com a cebola bem dourada, junta-se-lhe um pacote de espinafres lavados. Quando as folhas ficarem reduzidas a metade, tempera-se de novo a gosto e adiciona-se um pacote de queijo creme Filadélfia Original, mexendo até ficar em creme para barrar no salmão.
Dobramos a massa folhada sobre o salmão como um embrulho e dão-se uns pequenos cortes com a faca. Vai ao forno aquecido a 200 graus, durante 35-40 m.



Foi o nosso almoço hoje, com uma salada de alface e tomate, acompanhado com um vinho branco Quinta da Alorna. Muito bom!



terça-feira, 12 de maio de 2020

Kedgeree de Salmão




O kedgeree tem origem no khichri indiano. É um exemplo de como os britânicos adaptaram e levaram comida de um lado do Império para o outro. Durante a época Vitoriana e Eduardiana nenhuma casa de campo passava sem este prato, servido frio, normalmente ao pequeno-almoço. Atualmente, o kedgeree é um prato nacional servido frio ou quente sobretudo no verão, pela sua leveza, mas como prato principal e raramente ao pequeno-almoço.



Hoje, fiz Kedgeree de salmão. A receita é do livro de Paul Burrell: In The Royal Manner. Warner Books 1999 (pag 38)


Ingredientes (4 pessoas)

450g de lombos de salmão
225g de arroz (branco e selvagem misturados)
1 cebola grande picadinha
4 ovos médios cozidos
2 colheres de sopa de caril em pó
2 colheres de sobremesa de salsa fresca picada
2 colheres de sobremesa de coentros picados
azeite, manteiga, sal e pimenta

Frita-se levemente a cebola com 1 colher de manteiga e azeite. Junta-se o arroz, o pó de caril e 3 chávenas de àgua (aos poucos). Deixa-se cozer o arroz.
Entretanto metem-se os lombos de salmão, temperados com sal e pimenta, no forno durante 5m de um lado e outro (opção grelhador) e cortam-se às lascas.
Cortam-se os ovos cozidos em quartos.

Para montar o prato, deita-se o arroz numa taça, junta-se o salmão, as ervas e os ovos e retificam-se os temperos.

Serve-se com um molho de iogurte e pepino:
100g de pepino (descascado e cortado muito fino, sem as sementes), 150 ml de iogurte grego e 1 colher de ervas aromáticas (salsa e coentros).

Desta vez não decorei o prato e até juntei o molho de iogurte ao arroz, em vez de servir separado. Tinha saudades desta receita. É um bom prato para servir num buffet...