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domingo, 12 de novembro de 2023

MNAC em Lisboa

O Museu Nacional de Arte Contemporânea fica no Chiado, na Rua Serpa Pinto. Hoje, domingo a entrada até é gratuita, mas o desconsolo que senti ao visitar o museu foi muito grande.




Com exceção de esculturas da coleção permanente e o grande quadro de Columbano O Grupo do Leão, a maior parte da pintura portuguesa do século XIX e XX não estava exposta, para dar lugar a uma grande exposição do escultor britãnico  Tony Cragg.



E eu que que queria rever o Nadir Afonso, Abel Manta, Carlos Botelho e tantos outros fiquei muito dececionada.



O meu filho, em 2011, junto a um trabalho de Nadir Afonso no MNAC.











Outros trabalhos da exposição permanente em 2011, a última vez que visitara o Museu





Também do Querubim Lapa não havia nenhum trabalho exposto, por isso fomos até à pastelaria Alcoa e juntámos o útil ao agradável, provando um daqueles deliciosos bolos tradicionais portugueses, como não há no estrangeiro e admirámos o trabalho de cerâmica.

E claro entrámos na livraria mais antiga do mundo ...


Admirei montras de lojas antigas

Tenho sempre receio de ver mais lojas a fechar como a Casa Pitta e mais recentemente a Sapataria Lorde...






Há muito tempo que não tirava uma fotografia com o nosso Fernando Pessoa...





Estava um dia tão bonito de sol, que decidimos ir passear pela marginal até ao Estoril...

sábado, 11 de novembro de 2023

11 Novembro: Dia dos Veteranos de Guerra


11 Novembro 2001 American-Portuguese War Veteran´s Memorial Refurbished and Rededicated

O Dia dos Veteranos é um feriado nacional nos EUA para homenagear aqueles que têm servido as forças Armadas do seu país. Ocorre em 11 de novembro, coincidindo com outros feriados como o Dia do Armísticio, no qual se celebra a nível internacional o fim da I Guerra Mundial.

Dois meses após o ataque terrorista do 11 de setembro nos EUA, o meu marido discursou na cerimónia de rededicação do monumento restaurado aos Heróis Luso- Americanos de Guerra. Foi um discurso ainda em ambiente emotivo. Estava um lindo dia de sol num parque em New Bedford, com um belo cenário outonal, mas fazia um frio de rachar. O meu marido preparava-se para falar só de fato.  Obriguei-o a pôr o agasalho, conforme se vê na fotografia.

Aliás, dias antes tinha lido sobre o Presidente Harrison, o nono presidente americano com o mandato mais curto na história presidencial norte americana... morreu um mês depois do discurso inaugural, com uma pneumonia apanhada nesse dia.

Das muitas cerimónias em que participámos, foi das mais relevantes. A origem daquele Memorial remonta ao período após o final da I Guerra Mundial e honra todos os veteranos americanos de origem portuguesa, que morreram nas duas Guerras Mundiais e nas Guerras da Coreia e do Vietname.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

O Museu Bordalo Pinheiro


Depois da surpresa dos acontecimentos de ontem na vida politica portuguesa, hoje pareceu-me boa ideia uma nova visita ao Museu Bordalo Pinheiro no Campo Grande.

O Museu teve origem na importante coleção bordaliana do poeta Arthur Ernesto Santa Cruz Magalhães (1864-1928), o qual encomendou ao arquiteto Álvaro Augusto Machado (1874-1944) o projeto de construção de uma moradia (Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1914), onde estavam destinadas três salas no primeiro piso para mostrar o seu espólio; as restantes serviam para uma escola feminina e residência da professora. Abriu finalmente as portas ao público pela primeira vez, como coleção particular e só com acesso ao primeiro andar, em 1916.



O edifício sofreu várias remodelações, que o dotaram de novos espaços. Em 1992, construiu-se uma Galeria de Exposições Temporárias. Mais recentemente, na sequência da construção de um prédio contíguo surgiram graves problemas estruturais. Ainda hoje em dia, a ala com o nome do fundador estava encerrada devido a problemas com o ar condicionado e só reabrirá dentro de duas semanas.

Em 1924, Arthur Ernesto Santa Cruz Magalhães doou ainda em vida o edifício e o seu espólio à Câmara Municipal de Lisboa.

Neste notável quadro, Columbano retratou o seu irmão Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)

Bordalo Pinheiro foi um artista muito diferente de outros seus contemporâneos, com uma obra diversificada e multifacetada especialmente no desenho, ilustração e cerâmica. Ficou conhecido sobretudo como caricaturista, pela criação do Zé Povinho e a fundação da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha. Qualquer dia irei revisitar a Fábrica Bordalo Pinheiro e a Casa Museu São Rafael em Caldas da Rainha, para ver mais cerâmicas de Bordalo Pinheiro.








Gosto muito das loiças Bordalo Pinheiro e tenho algumas na minha cozinha, que costumo alternar na bancada 
 
Tive pena que a exposição de Querubim Lapa já tivesse acabado. Adiei diversas vezes a ida ao museu e hoje já foi tarde; e para colmatar essa falta fui à reitoria da Universidade de Lisboa ver o seu painel de azulejos...




Energias renováveis...


 Nunca a energia verde poluiu tanto...

domingo, 5 de novembro de 2023

O Palácio Azurara



O Palácio Azurara fica no largo das Portas do Sol com amplas vistas sobre o vizinho bairro de Alfama,  a parte oriental de Lisboa e o rio Tejo.

A construção do palácio ou melhor da residência apalaçada data da segunda metade do século XVII e a sua construção terá provavelmente origem num burguês endinheirado, pois na porta de entrada não encontramos um brasão de família de que um nobre não abdicaria.

No século XVIII  é adquirido por um afilhado do 4º conde de Tarouca. O terramoto de 1 de novembro de 1755 provocou danos e sofreu obras de reconstrução. No final do mesmo século, o palácio pertencia a um alto funcionário do estado, a quem D. João VI concedeu o título de visconde de Azurara.

Na segunda metade do século XIX, o Palácio Azurara, que pertencia então a Pedro da Cunha é dividido por diversos herdeiros e funcionou como colégio, sede do Estado-Maior do Exército, hospital e, a partr de 1933, é ocupado por diversas famílias e degrada-se. 

Em 1947, é comprado pelo Dr. Ricardo do Espírito Santo Silva (1900-1955), o qual empreende uma profunda ação de restauro e adaptação da residência à instalação no edificio da Fundação com o seu nome, tendo por objetivo receber o Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas. As obras estiveram a cargo do arquiteto Raul Lino (1879-1974), cujas intervenções permitiram a descoberta da torre da Cerca Moura, a primitiva muralha de Lisboa, então tapada.

Em 2011, na esplanada em frente ao Museu

Hoje regressei ao museu. Demorei imenso tempo a chegar, pois encontrei uma rua bloqueada por um elétrico avariado e um carro mal estacionado, que me fizeram voltar para trás e procurar outro percurso; e depois foi o problema do estacionamento em Alfama. No museu disseram-me que há um autocarro na Praça da Figueira, que faz o caminho da Sé, Castelo e pára lá perto.Talvez tente para a próxima visita. Fiquei contente por não ter desistido. O Museu de Artes Decorativas de Lisboa é essencial para quem gosta de ver coisas bonitas e requintadas.

D. Catarina de Bragança

Japão séc XVI


Sala da Música


 Sala D. João V


Pintura século XVI

A famosa mesa de quatro tampos por cima de um bonito arraiolos (a coleção de tapetes de arraiolos é grande)


Sala D. Maria I

Secretária de alçado de influência inglesa (Thomas Sheraton)

 Um local, junto às namoradeiras, que escolheria para jogar crapô.




Prato Coberto. Cópia do encomendado por D. Luís para o Palácio do Governo de Macau

(porcelana chinesa, dinastia Qing)



sábado, 4 de novembro de 2023

Bazar Diplomático 2023

 

Fui hoje ao bazar diplomático com a minha filha. Fiz umas compras para o Natal, provei chamuças indianas e comprei uma flor de Natal "original"...


Tive pena que a Madeira não estivesse representada este ano. O ano passado comprei tantas coisas...



segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A Gramática serve para tudo

 


Conhecia a expressão dar um pontapé na gramática, mas este fim de semana, num museu em Lisboa aprendi outro uso do termo....



Eu diria (hoje em em dia, ninguém diz...) que ao nível da morfologia a decoração está bem, porém, em termos de síntaxe, as cores ficam esborratadas...salvo seja a gramática. 


domingo, 29 de outubro de 2023

Turquia: 100 anos de república

Istambul, 1992


A 29 de outubro de 1923, Mustafa Kemal Atatürk fundava a República Turca. Da instauração do laicismo à introdução do alfabeto latino, passando pelos direitos das mulheres, foram várias e profundas as reformas introduzidas.






Turgut Özal foi o Presidente da Turquia enquanto lá vivi (de 1989 a 1993). Em 1992, recebeu o Presidente Mário Soares em visita de estado.


Jantar no Palácio Dolmabahçe 


Receção do PM Demirel, que mais tarde foi também Presidente da República