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domingo, 2 de outubro de 2016

Dia Internacional da Música


Vermeer, O concerto (c. 1664) Pertence ao espólio do museu
Isabella Gardner, em Boston , mas foi roubado em 1990.

Hoje, dia 1 de outubro, celebra-se o Dia Internacional da Música, instituído, em 1975, pelo International Music Council, organização não governamental fundada com o apoio da UNESCO, tendo como objetivo promover valores de paz e amizade através da música.


Há algum tempo que não vou a um concerto, porém todas as semanas assisto à serie documental da TV espanhola This is Opera criada e dirigida pelo músico Ramón Gener, que se revela um excelente comunicador. O programa explora a ópera de formas não convencionais, tornando-a interessante não só para os amantes daquele espetáculo, mas também para todos os interessados e pouco entendidos para que se deixem conquistar. Explora em cada episódio uma ópera com o seu enredo, os locais de origem, o respetivo contexto de época e cultura e ainda as novas tendências dessa forma de arte. Na TVE online estão os 30 episódios da série, mas infelizmente aqui não posso aceder. Tenho que esperar para ver na televisão. A não perder.
De todos os espetáculos musicais que já assisti, tanto ópera clássica, shows da Broadway, concertos ao vivo quer em salas ou em jardins no Verão (como por exemplo nas mansões de Newport, Rhode Island) guardo dos Estados Unidos as melhores recordações. Quem poderá esquecer a abertura de 1812 de Tchaikovsky com tiros de canhão sobre a baía de New Bedford? 

Este ano, o Dia de Portugal em Caracas foi comemorado pela Embaixada de Portugal com mais um concerto. O pianista convidado foi João Bettencourt da Câmara, que interpretou obras de compositores portugueses. Foi uma grande exibição. Aguardo pelo CD e DVD, os quais devem sair em breve. 

A minha amiga A, que regressou o mês passado a Viena, prometeu informar-se, quando poderia inscrever-me para assistir ao vivo ao Concerto de Ano Novo, pois parece ser grande a lista de espera para os próximos 5 anos. Não importa. Posso esperar. Gostaria pelo menos de assistir uma vez. Entretanto já comecei a poupar, pois os ingressos são caros.

Espero ter muito melhores lugares do que os conseguidos na Alemanha, quando assistimos a um excelente concerto  da Orquestra Filarmónica de Belim, dirigida por Simon Rattle, cuja primeira parte contou com a soprano Cecilia Bartoli, em 1 de Janeiro de 2013. As entradas, nesse ano, eram só vendidas via internet e esgotaram em uma hora.
A propósito, não percebo porque é que o Teatro S. Carlos não promove um grande concerto de Ano Novo (não faz mal se for considerado imitação), pois com tantos prémios de turismo Lisboa merece mais música de qualidade (e eu ficava com algumas prendas de Natal resolvidas...). E porque não mais compositores portugueses, como o extraordinário concerto para violino e orquestra de Luís de Freitas Branco, celebrando este ano os cem anos da sua criação? Ou a Balada para Piano e Orquestra de 1917 do mesmo Mestre português? Felizmente, estas duas obras foram muito recentemente tocadas e gravadas em Caracas graças ao trabalho da Embaixada de Portugal.


Hoje, não passei um dia musical...contudo, como se diz, recordar é viver...

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