Na semana passada, quando os netos estavam ainda de férias visitámos o Castelo da Lousã, também referido como Castelo de Arouce, o nome do rio com o mesmo nome, que passa pelo vale mais abaixo.
Tela de Carlos Reis (1863-1940) no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho (CML) alusiva à lenda da origem da vila. Peralta e o Pai fogem do inimigo na floresta da Lousã...
A Lenda do Castelo de Arouce
"A Princesa Peralta é a personagem principal de uma lenda diretamente relacionada com o castelo de Arouce (Lousã). Reza a lenda que Peralta era filha de Arunce, um rei mouro de Conímbriga, que terá mandado erguer o castelo da Lousã. A fortificação, localizada nas entranhas da serra, entre cerrados arvoredos povoados por feras, proporcionava um ótimo local de refúgio, em caso de necessidade. E foi isso que aconteceu, quando, inesperadamente, Conímbriga foi atacada pelo príncipe cristão Lausus. De imediato, Arunce decide fugir, trazendo consigo Peralta e todas as suas riquezas para aqui.
Porém, o rei não esperava que, no momento da fuga, a sua filha trocasse olhares com o príncipe Lausus e que, com isso, os dois se enamorassem. Lausus desconhecia o lugar onde Peralta se refugiara e embrenhou-se pelas serras à sua procura. Arunce, sabendo disso, partiu no seu encalço.
Esse encontro resultou na morte dos dois e como ninguém sabia onde era o refúgio da princesa, ela acabou por ficar aprisionada no castelo. Em memória disso, Lausus terá dado origem ao nome da Lousã e Arunce dado o nome ao rio envolvente ao castelo (Arouce). Quanto à princesa, reza a lenda que ainda hoje, de vez em quando, se consegue ouvir o soluçar apaixonado da jovem Peralta à espera pelo seu príncipe."
Região de Coimbra- Turismo
A sua origem remonta ao século XI, mas o seu aspeto atual deve-se às obras do século XIV, quando foi construída a Torre de Menagem. Fazia parte da linha de defesa do Mondego, após a reconquista de Coimbra pelo Rei de Leão Fernando Magno, bisavô de D. Afonso Henrques.
Eu nunca tinha visitado a Lousã, mas o meu marido, aos 14 ou 15 anos, esteve ali num acampamento do colégio, onde hoje em dia fica o parque de estacionamento. Iam à piscina natural, junto ao restaurante. Lembrava-se ainda de num fim de semana a minha sogra ter ido visitá-lo e almoçarem no restaurante, que continua no mesmo sítio, embora com outra gerência, desde há 37 anos. Não foram simpáticos para nos deixarem ver o interior, pelo que fiquei sem vontade de lá ir almoçar noutra ocasião. Hoje em dia essa zona está em obras, pois a estrada e o passadiço ficaram em parte destruídos, assim como a praia fluvial e a piscina foram invadidas por muito cascalho, tudo em consequência das tempestades do último inverno
Lembramo-nos que o Licor Beirão é feito na região e visitámos a loja. Mas no final do mês vai abrir no primeiro andar o Museu do Licor Beirão.

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