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sábado, 1 de agosto de 2026

Centenário do nascimento do pintor Arnaldo Louro de Almeida

 


https://funchalnoticias.net/2026/07/30/centenario-do-pintor-mestre-arnaldo-louro-de-almeida-1926-2026/?fbclid=IwdGRjcATa-YtjbGNrBNr5f3Bkb2YFZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMzUwNjg1NTMxNzI4AAEe5w1AbLrfWt3O2InrODrEVrrYHfQ8PQHAiH7Koi4Hjtbb9AuvhSoT2KnCS6o_aem_X4sYfpUaa5TYtGIUI_Wx-Q



terça-feira, 31 de março de 2026

João Vaz no Museu da Marinha

 


Hoje os avós levaram a neta mais velha ao Museu da Marinha, onde encontrei várias obras de João Vaz (1859-1931), um dos membros do Grupo do Leão, aluno de Silva Porto e Tomás da Anunciação (professor de pintura e desenho do Rei D. Carlos I), um pintor que me tem chamado a atenção ultimamente.



Muleta do Barreiro



Um Dia Turvo (1916)


Canoas Regressando da Pesca



Praia de Buarcos (1900)



Barcos Varados na Praia



Os belos quadros de João Vaz com momentos onde mar e rios se fundem com o horizonte dão-me sensação de calma, talvez porque cresci na ilha da Madeira, onde ele também viveu e pintou.  


terça-feira, 24 de outubro de 2023

Em Santa Maria da Feira



António Joaquim (1925-2021) Panorâmica de Santa Maria da Feira

Nunca tinha visitado Santa Maria da Feira, mas conhecia algumas das suas tradições, quando vivi em Caracas, onde é celebrada  a Festa das Fogaceiras, no Centro Português.



Esta grande festa celebra-se há mais de quinhentos anos e é um agradecimento a S. Sebastião, que salvou a população da peste.








Em 2015 com o Presidente da CM de Santa Maria da Feira e a sua mulher
 e em 2017 com uma fogaça

Desta vez tive oportunidade de provar uma fogaça na terra da sua origem.
Havia miniaturas que davam para 2 pessoas e grandes


O castelo estava em obras para consolidação da estrutura e reabilitação da muralha e ruína do Paço do Castelo.






Junto às muralhas do castelo existe a capela de Nossa Senhora da Encarnação, que durante a sua longa vida conheceu outras designações. Em 1656, foi reconstruída pela sexta condessa da Feira, Dona Joana Pereira, conforme se pode ler no pórtico da entrada. Bonita a imagem de Nossa Senhora do Castelo Velho, no interior da capela



A cruz, símbolo dos Pereiras, pode ser vista também no interior do castelo, nesta fonte.











A Igreja Matriz ou do Espírito Santo faz parte do conjunto arquitetónico, contituído pela igreja e o convento dos Lóios. Com o patrocinio dos condes Pereira, a sua construção começou em meados do século XVI e prolongou-se até finais do século XVII.


Jardim junto à entrada do Convento dos Lóios


Os azulejos já não são os originais (mas artesanais de 1940)


Imagem do século XVIII de Santa Ana com Nossa Senhora e o Menino



No museu referência à Festa das Fogaceiras.


Havia uma grande exposição do pintor António Joaquim, com trabalhos em óleo e aguarela, que não conhecia e fiquei a admirar.




O Orfeão de Santa Maria da Feira

Gostei muito desta visita a Santa Maria da Feira. 


O castelo da Feira pintado à mão em 2004.


18 Outubro 2023




domingo, 22 de outubro de 2023

O Museu Municipal Carlos Reis em Torres Novas

 



O Museu encontra-se instalado na Casa Mogo de Melo, um solar com capela adquirido pela Câmara Municipal de Torres Novas


Na capela e primeiro andar encontra-se uma coleção de peças provenientes das igrejas e capelas da cidade como esta Nossa Senhora do Ó do século XIV.
No mesmo andar havia uma exposição sobre os 100 anos do nascimento de Mário Cesariny.

No segundo andar encontram-se telas do mestre Carlos Reis (1863-1940), assim como algumas peças de mobiliário pertencentes à família do pintor.

Carlos Reis nasceu em Torres Novas no mesmo ano que o rei D. Carlos. A coincidência do nome, data de nascimento e a aptidão artística de ambos deve ter motivado uma amizade que fez com que o rei (ainda príncipe) decidisse ajudar o jovem pintor, atribuindo-lhe uma bolsa mensal dos seus próprios rendimentos, que fez com que Carlos Reis pudesse prosseguir a sua vida de artista em Lisboa e, mais tarde, como bolseiro em Paris, deixando de ser empregado de comércio.
A gratidão para com o rei valeram-lhe após a implantação da República o afastamento do cargo que então ocupava como diretor do Museu de Arte Contemporânea.







Móvel de pintura do rei D. Carlos. Foi oferecido a Carlos Reis pela rainha D. Amélia, após o regicídio.







Carlos Reis foi aluno de Silva Porto. Em Paris conheceu Eça de Queirós e ofereceu-lhe uma bonita tela, que está exposta na Casa de Tormes.

Foi amigo de Columbano, que pintou este famoso retrato de Carlos Reis (coleção privada).
Carlos Reis esteve envolvido na fundação de várias associações de artistas plásticos como a Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1901.


A paisagem, os costumes e o retrato são os três géneros que identificam a pintura de Carlos Reis. No museu estão representados esses três estilos. 




Outono, Põr do sol, Vale de Colares e Quinta da Lagartixa estão dentro da temática Paisagem.

Interessante saber que a Quinta da Lagartixa, na Lousã, funcionava como atelier do pintor. A casa e o interior foram recuperados e estão na fase de restauro dos móveis e, segundo informação telefónica da CM da Lousã, a abertura ao público está para breve.


A representação de cenas da vida rural inserem-se na temática Costumes




Autoretrato, Retrato do ator Chaby Pinheiro e Retrato da sua Mãe.


À esquerda, retrato de Carlos Reis pintado pelo filho e à direita retrato de dois filhos do pintor pintados por Carlos Reis.




Um museu que vale muito a pena conhecer. Fecha à segunda-feira. É gratuito.