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domingo, 20 de outubro de 2019

Fukuoka



Para chegarmos de Osaka a Fukuoka estivemos um dia inteiro a navegar. Os navios de cruzeiro fazem o possível por fazer render o tempo e o lucro.

Achei que é preciso muita imaginação para fazer estas duas malas de senhora em forma de casinhota de cão, máquina fotográfica e outra ainda em forma de balde de gelo com garrafa e 2 flutes de champagne....



Quando estamos afastados da costa o casino abre e as lojas também. Nunca vi tanta corrida às compras como neste cruzeiro. Havia uma fila enorme nalgumas delas para pagar.
De Fukuoka a Busan, a segunda maior cidade da Coreia do Sul, são três horas num ferry boat e nós só chegámos no dia seguinte de manhã.


Por mim gostei muito de navegar, com o mar calmo, sentada na varanda do meu quarto, no 8º andar.

E de dormir muito e ter a certeza que no regresso à cabine estava tudo impecável com a ajuda preciosa do José (lê-se como em português), que nos disse ser natural de Goa, que já foi portuguesa..

Também íamos sempre ver o espetáculo das 19h, antes do  jantar. Demasiada cantoria. Desta vez não havia ilusionismo, que gosto de ver, mas gostei muito do show de uns acrobatas russos. Ela tinha sido ginasta olímpica.

Quanto ao jantar, às 20.30h, comecei a embirrar com a mesa, que nos davam ou então a cadeira de trono...
Achei mal organizado o serviço. Tínhamos de fazer reservas todos os dias, até que decidimos passar a jantar no buffet do 10º andar.



Uma tarde fui ao cinema, não no exterior, porque achava que não tinha ambiente, mas no interior.

Gostei de rever o filme "Memórias de uma Gueixa"..



De repente no convés do navio, onde estávamos a passear, começa um burburinho com algumas pessoas a dizer estarem a ver o monte Fuji. É claro que não podia ser com a distância, que já tinhamos percorrido e como alguns marinheiros não souberam dar resposta, mandei uma mensagem à minha amiga Hiroko, que logo me respondeu que, pela localização, tratava-se provavelmente de Sakurajima...um dos vulcões mais ativos do arquipélago do Japão. 






Casa japonesa






























Era domingo e as pessoas gostam de ir ao mercado comprar o almoço de peixe fresco, que comem sentadas ao longo do cais...



quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Plano da Viagem ao Japão










A Terra do Sol Nascente (os caracteres que compõem o nome Japão significam “Origem do Sol”) é um arquipélago no oceano Pacífico formado por mais de 6000 ilhas, sendo, no entanto, as maiores Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, que constituem 97% do terrtório. Nesta viagem vou ter oportunidade de conhecer a maior Honshu, quando visitar Tóquio, Quioto, Osaka e Aomori e a terceira maior ilha Kyushu, onde está localizada a cidade de Fukuoka.

O país sempre me fascinou. Lembram-se da série Shogun (dos anos 80, baseada na obra homónima de James Clavell) e dos amores entre o irresistível Blackthorne e a sua professora Mariko?

Chegámos a colocar a hipótese de ficar num Ryokan, uma hospedaria tipica japonesa, semelhante ao quarto do video, onde se dorme num futon, colchão baixo, porém depois de ponderar a incoveniência para a minha coluna, habituada a colchões ortopédicos e altos e também porque muitas dessas hospedarias têm casa de banho partilhada, optámos por escolha mais ocidentalizada. O nosso hotel em Tóquio não tem camas tipicas, mas um agradável jardim com 400 anos. É lá que vou encontrar-me com a minha amiga japonesa, que conheci em Caracas, uma grande jogadora de bridge e colecionadora de orquídeas.

Foi em 1543 que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais. Os missionários, principalmente os sacerdotes da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de evangelização. Em 1582, calcula-se, a comunidade cristã chegou a ascender a cerca de 150 mil pessoas no Japão.
Toyotomi Hideyoshi unificou o país em 1590. Depois da sua morte, Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo (futura Tóquio) e expulsou os portugueses e restantes estrangeiros, dando início à perseguição dos católicos no país, tidos como subversivos, com uma política conhecida como sakoku. A perseguição aos cristãos japoneses fez parte desta política, procurando obrigá-los à conversão forçada ou então mesmo à morte.

O Japão ficou praticamente isolado por 250 anos, até à chegada de navios da Marinha dos Estados Unidos comandados por Matthew Calbraith Perry, em 31 de março de 1854, exigindo a abertura do país ao comércio estrangeiro. Com a Restauração Meiji, em 1868, a capital mudou de Quioto para Tóquio (a capital de leste) e os nobres e anteriores samurais foram perdendo os seus privilégios. O Japão abriu-se ao ocidente.

Uma agradável coincidência: um dos últimos episódios do programa Visita Guiada foi sobre as Relações Portugal-Japão. Vi na madrugada do meu voo para Bucareste. 



Fri, 27 Sep 2019 Tokyo:
Imperial Palace
Ginza
Ueno Park
National Museum of Tokyo

Sat, 28 Sep 2019 Tokyo:
Akasaka Palace
Meiji Ginga Gaien
Shinjuku
Chinzanso Tokyo gardens

Sun, 29 Sep 2019 Tokyo ( 8 am) -  Nikko
Toshogu Shrine
Kegon Falls
Lake Chuzenji
Yomeimon Gate

Nikko foi conhecida por muitos anos como centro de treino de monges Budistas. Depois ficou esquecida até ser escolhida para a construção do mausoleu de Tokugawa: Toshogu...

Mon, 30 Sep 2019- Tokyo- Kyoto- Wed, 2 Oct 2019 Kyoto-Tokyo


comboio bala (Shinkansen)

Mapa de Quioto


A história de Quioto confunde-se com a própria história do Japão. Foi a segunda capital, depois de Nara, do século VIII ao  XIX.

Sanjusangen
Kiyomizudera
Gion
Yasaka-jingja
Restaurant Tempura Endo Yasaka

Kinkaku-ji
Kyoto Gosho
Nijo-jo
Ginka-ku

Kyoto station- bullet train to Tokyo
Tokyo- Yokohama ( cruise ship terminal) 



Wed Oct 2          Tokyo (Yokohama), Japan           -              5:00 pm                 Departure

Thu Oct 3            Mt. Fuji (Shimizu), Japan             8:00 am             4:00 pm    Docked

Fri Oct 4             Kyoto (Osaka), Japan                12:00 pm               8:00 pm    Docked

Sat Oct 5             At Sea   -              -                                                                    Cruising

Sun Oct 6            Fukuoka, Japan                  7:00 am                  4:00 pm           Docked

Mon Oct 7          Busan, South Korea                   8:00 am                  5:00 pm    Docked
Tue Oct 8            At Sea   -              -                                                                     Cruising

Wed Oct 9          Aomori, Japan                     9:00 am               7:00 pm               Docked

Thu Oct 10          At Sea   -              -                                                                     Cruising

Fri Oct 11           Tokyo (Yokohama), Japan                         7:30 am                    Docked
Kamakura Half Day (Tokyo)

Sat Oct 12           Tokyo (Yokohama), Japan                                                         Docked
Tokyo Half Day and Airport Drop Off (Meiji Shrine, Sensoji Temple and Nakamise-dori)



O "estudo" está feito. As reservas fotocopiadas e as malas prontas. Só falta a longa viagem de Bucareste a Tóquio via Doha (15h no total).

sábado, 16 de novembro de 2019

16 de novembro: Dia Nacional do Mar

A celebração do Dia Nacional do Mar teve origem na “Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, em vigor desde 16 de novembro de 1994. Este acordo é muito importante, pois é a partir  dele que são estabelecidos, entre outros, os limites marítimos inerentes à Zona Económica Exclusiva e à Plataforma Continental*.


Zona económica exclusiva de Portugal (ZEE). Portugal possui a 3ª maior zona económica exclusiva da União Europeia (11% da ZEE da União Europeia pertence a Portugal) e a 11ª do mundo.


Portugal é um país fortemente ligado ao mar, ficando marcado para a posterioridade como o país dos Descobrimentos marítimos.  


Ontem, o embaixador de Espanha ofereceu-nos o livro da comemoração dos 500 anos da expedição de Magalhães-ElCano. 




As viagens que fizemos este ano tiveram quase sempre O MAR como pano de fundo:






*A plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância." (CNUDM, art. 76,





Espero que tenham um bom fim de semana e, se possível, com mar à vista.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Busan



Busan, a segunda maior cidade da Coreia do Sul, foi o nosso próximo destino depois de Fukuoka. Apesar de termos de passar pelo serviço de Estrangeiros e Alfândega, tudo foi bem organizado e sereno, atendendo à quantidade de pessoas, que tinham excursões marcadas ou simplesmente queriam ir ver a cidade por sua conta.



Os portos raramente dão boas vistas das cidades, sobretudo no Japão onde são enormes e este, na Coreia, também não foi exceção.

Aliás, em todos os portos onde desembarcamos podíamos ver logo à chegada, pela manhã, as camionetas à espera dos passageiros, que partiam em excursão. 







A primeira paragem foi no Oryukdo Skywalk, uma ponte de vidro de 15 metros de comprimento sobre uma armação de ferro, num penhasco 35 metros acima do mar. É aqui que se juntam os mares do leste e sul. Abriu há 6 anos.

As pessoas faziam fila para lá andar e, logo que comecei a olhar para baixo, não fui até ao fim...








De seguida partimos para o Templo Tongdosa, que faz parte de um conjunto de três entitulados de "Três Jóias do Budismo". Tongdosa tem uma reliquia do próprio Buda (um fato cerimonial- Kasaya, uma taça e um osso do crânio), representando-o assim. Por esta razão não há no exterior estátuas do Buda. O Templo Haeinsa tem o Canon Budista, (os ensinamentos, Dharma) gravado em madeira e o Templo Songgwangsa representa a comunidade Budista (Sangha), porque produziu 16 grandes Mestres do Budismo. Ficam todos na Coreia.


O Templo Tongdosa perto de Busan, Coreia do Sul, foi fundado no ano 646 BC pelo monge Jajang, quando regressou da China, onde esteve a estudar o Budismo com os grandes Mestres. É composto por um complexo de diversos santuários com diferentes funções e inclui um centro de formação de monges.








Os templos estão em harmonia com a natureza,  junto a florestas e riachos, onde o sossego é dominante e promotor da meditação.















Normalmente encontramos uma ponte. Não é uma ponte comum. Simboliza a travessia do oceano do sofrimento para a felicidade da iluminação.




Hamabi é um sinal cravado na pedra, indicando que os cavaleiros devem desmontar, porque perante Buda são todos iguais.

Também encontramos mastros, onde eram colocadas bandeiras a informar acerca das principais atividades do templo.







Na porta dos Quatro Reis Celestiais encontramos duas figuras musculadas e ameaçadoras de cada um dos lados do portão, que  protejem o templo do mal. Na mão têm um dragão, uma espada, uma jóia, um ceptro, uma estupa (monumento construído sobre os restos mortais, geralmente cremados, de uma pessoa importante na  religião budista) e um alaúde.

O Pavilhão do Sino, tocado para despertar os seres no céu e inferno.

São tocados 4 instrumentos: um tambor, para os seres na terra; um peixe em madeira, para os seres na água; um gongo em forma de  nuvem, para os seres no ar;  e um sino para aliviar os seres no inferno.




























Era o aniversário do Templo, portanto estava em festa com as pessoas vestidas a condizer nos seus fatos tradicionais.







A religião tradicional da Coreia é o Budismo. Há diferentes tipos de Budismo. Na Coreia não se encontram estátuas de Budas monumentais a dominar e a competirem com a natureza e as pessoas, como encontrei noutros países asiáticos.

Quem foi  Buda?

O Buda foi Sidarta Gautama, nascido na região dos Himalaias, há cerca de 2.500 anos. Fazia parte de uma família rica da região. O pai era o rei Sudodana, de Kapilavastu e a mãe a bela rainha Maya. Teve uma vida repleta de luxo e segurança, até os 29 anos de idade. A família não permitia que ele entrasse em contato com a vida fora do palácio e, portanto, desconhecia a miséria.
Porém, quando entrou em contato com a pobreza de grande parte da população e com o sofrimento humano, resolveu mudar radicalmente de vida. Saiu do palácio, deixou a mulher e a restante família e começou a procurar explicações para o sofrimento humano.
Certo dia, depois de tomar banho nas águas do rio Nairanjana, sentou-se debaixo de uma figueira e meditou. Naquele lugar, após aqueles anos de observação e experiência, descobriu finalmente a verdade, alcançando a iluminação e passando a chamar-se a si próprio Buda (o iluminado). Tinha então 35 anos. Conforme a tradição, até aquele momento, o príncipe Sidarta não era o Buda.
Assim e conforme os budistas, Buda não foi uma divindade, nem qualquer espécie de deus, nem um profeta, como há em muitas religiões. Foi um homem que encontrou a verdade e procurou, a partir desse momento, viver segundo os princípios da sua revelação. E passou então a divulgar o resultado da sua iluminação, depois daquele seu percurso. O princípio básico do budismo é a busca pela anulação dos desejos materiais como meio de terminar com o sofrimento. Para tanto, será necessário o desenvolvimento de ações e pensamentos corretos (positivos). Sidarta Gautama é considerado também um dos principais filósofos da tradição conhecida como Filosofia Oriental. Diz-se que viveu até aos 80 anos, pelo que, durante quarenta e cinco, ensinou o caminho, que ele próprio encontrara através da meditação, depois de primeiro ter rejeitado a sua vida protegida e confortável.


Após uma pequena lição sobre Budismo, que a nossa guia confessou ser a sua religião, perguntou em que é que nos podia ajudar. Disse-lhe que gostava de ver a célebre porcelana jade Coreana. Não podia ter sido mais simpática. Aconselhou uma loja de duty free,  que podiamos visitar se apanhássemos um táxi no porto. Como os taxistas não falam inglês, como a maioria no Japão, escreveu a morada para ir e regressar ao porto de um lado de um papel e do outro o seu telefone, se tivessemos qualquer dúvida. Até telefonou para a dita loja e disse que estariam à nossa espera (pediu o nosso nome). Assim fizemos...


Logo que chegámos a uma loja toda finória com a maior parte de marcas europeias vimos duas jovens sorridentes e simpáticas, que presumi seriam as tais à nossa espera.

Perguntei: Green jade porcelain?

Resposta: Porcelain ih ih ih.
Apontou para o segundo andar. Fomos lá  e NADA...

Desconsolados, regressámos ao porto...E assim acabou a nossa muito breve estadia na Coreia...