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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Boas vindas



Hoje participei no II Congresso da Mulher Migrante, para o qual tinha sido convidada pela respetiva direção. Tinham-me pedido para dar as boas vindas:



Foto: Revista 30 dias


Senhora Presidente da Associação “Mulher Migrante” na Venezuela;

Senhor Cônsul Geral,

Junta diretiva;

Senhoras e Senhores;



Habitualmente não tenho esta tarefa de dar as boas vindas. Como professora, a minha audiência não costuma ultrapassar as 30 pessoas. Contudo, é com muito gosto que o faço. 

Hoje é um dia especial na História Mundial, porque se assinala o fim da Primeira Guerra Mundial que, oficialmente, aconteceu às 11h do dia 11 de Novembro de 1918. O centésimo aniversário deste devastador conflito, no qual Portugal participou, tem sido recordado ao longo deste ano. 

Igualmente, celebram-se os 25 anos da Queda do Muro de Berlim, facto que teve um grande impacto no mundo.

Felicito a “Mulher Migrante” da Venezuela por este seu II Congresso e também pelos estatutos aprovados pelas autoridades Venezuelanas, passando de delegação a associação, em fevereiro deste ano. 

Sou Madeirense e como tal de uma terra com uma longa história ligada à emigração sobretudo desde o seculo XIX: primeiro para Demerara, na Guiana inglesa, hoje Georgetown e, mais tarde entre outros países, para o Curaçao nas Antilhas Holandesas, Brasil, Venezuela, Africa do Sul e Canadá. 

São muitos os casos de sucesso na nossa emigração e agrada-me que esse tema seja hoje aqui tratado. O romance da jornalista e escritora Helena Marques “ Os Íbis Vermelhos da Guiana” de 2002, ao contar a vida de Francisco Simão, que deu origem ao Palacete, onde hoje se encontra o centro cultural de Santa Clara no Funchal, é bem o exemplo dessa realidade; e foram muitas as histórias que ouvi em criança quando assistia da varanda à partida dos navios do porto do Funchal. Porém, na emigração também há histórias menos felizes, só que delas pouco reza a História. 

A Língua Portuguesa, tema que considero da maior importância, constitui outro dos assuntos tratados durante este congresso. Se excluirmos o mandarim e o hindi, que são os idiomas mais falados no mundo, porque são as línguas dos países com maior número de habitantes, o Português ficará em 3º lugar no ranking mundial, logo a seguir ao inglês e espanhol. 

São muitos milhares de falantes, nos cinco continentes que se exprimem na língua de Camões. 

Recentemente li que os professores de Língua Portuguesa na Venezuela, organizaram-se numa associação. Felicito-os por essa iniciativa. Será um fórum através do qual se poderão partilhar ideias e até planos de aula para serem aproveitados por todos, como, por exemplo, acontece em Portugal na APPI, (associação portuguesa de professores de inglês), à qual pertenço e participo nos congressos anuais. 

Quando a junta diretiva da “Mulher Migrante” me apresentou o programa deste II congresso, disseram-me que os participantes nos diversos painéis deveriam apresentar propostas de concretização das suas ideias, as quais aguardo com expectativa. 

A todos, desejo sucesso e um ótimo congresso. 

Muito Obrigada! 


Anteriormente pediram-me umas breves palavras como anúncio do congresso, incluindo fotografia.

É com muito prazer que me dirijo a todas as mulheres imigrantes portuguesas na Venezuela. No dia 9 de Novembro, realiza-se o II Congresso da Mulher Imigrante, onde serão abordados temas relacionados com as necessidades e preocupações de todas as mulheres. Se a decisão de emigrar pode ser difícil para as famílias que deixam o seu país e a sua cultura, para as mulheres torna-se fundamental, na maioria das vezes, colocarem a sua devoção à família à frente das suas ambições pessoais e profissionais. 

Eram elas, mulheres e mães, que ficavam muitas vezes sozinhas com os filhos até receberem uma “carta de chamada”, a qual permitia a reunião familiar. E, mais tarde, no país de acolhimento o papel das avós e mães é reconhecido pela sua determinação em manter vivos os valores e tradições de Portugal, ao mesmo tempo que se esforçavam para se adaptarem e obterem a “naturalização” no novo país. 

Assim, espero, brevemente, no congresso, ouvir muitas mulheres para que possamos conhecer melhor o contributo da mulher portuguesa no desenvolvimento deste país e também deixar às novas gerações um testemunho de vontade e perseverança. 







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