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segunda-feira, 31 de março de 2025

MACAM - O novo museu de arte de Lisboa

Nadir Afonso no museu

O museu MACAM (Museu de Arte Contemporânea Armando Martins) introduz um conceito inovador, que combina o museu de arte contemporânea com um hotel de 5 estrelas, o primeiro deste género na Europa. Abriu a 22 de março.


A antiga capela de Nossa Senhora do Carmo, vai ser um bar utilizado só pelos clientes do hotel. Hoje, foi o último dia aberta à generalidade do público.

Situa-se na Junqueira (o melhor local de estacionamento é na FIL, depois é só atravessar a rua).


O palácio onde está instalado o museu e o hotel foi mandado construir em 1701 pelo Marquês de Nisa, mas em 1752 foi adquirido pelo Conde da Ribeira Grande, de quem adotou o nome. No frontão encontramos ainda vestígios dos antigos proprietários e a divisa: "Pela Fé, pelo Príncipe, pela Pátria". Sobreviveu ao terrível terramoto de 1755.
A partir de 1939, a família passou a viver no corpo mais pequeno do edifício e arrendou o bloco principal ao Estado, para instituições de ensino público, como o Liceu Dona Amélia, que funcionou ali de 1960 a 2002.
Em 2007, o atual proprietário Armando Martins adquiriu-o e as obras de reabilitação e expansão iniciaram-se em finais de 2018.


A exposição permanente está instalada nas Galerias 1 e 2 do piso térreo do palácio. As galerias 3 e 4 abrigam exposições temporárias e ficam na ala nova, onde se encontra o jardim, cafetaria e restaurante.



Rosa Carvalho (1952)


Quem é o colecionador Armando Martins?
Nasceu em 1949, no concelho de Penamacor e aos 14 anos veio para Lisboa estudar. Em 1968, ingressou no curso de engenharia mecânica do Técnico. Aos 18 anos um amigo propôs-lhe uma parceria de 50% para comprar 35 serigrafias de Cargaleiro. E foi assim que começou o seu interesse pelo colecionismo de arte contemporânea.
Em 1974 tinha 25 anos e adquiriu a sua primeira obra de arte original de Rogério Ribeiro, por 56 contos, o que na altura equivalia a três vezes o seu salário mensal.




Rogério Ribeiro. Sem titulo. 1970-1

Em 1978, Armando Martins partiu para o Brasil, com o convite para trabalhar numa fundição como diretor técnico comercial. Construiu uma moradia, onde não chegou a morar. Vendeu-a por bom preço e, em 1983, regressou a Portugal onde se dedicou às atividades de promotor imobiliário, hotelaria, restauração e agência de viagens.
Em 2016, expõe pela primeira vez uma seleção de obras no Palácio do Correio-Mor, propriedade sua, no âmbito da 1ª edição da ARCOLisboa.
Li recentemente numa entrevista do eng. Armando Martins, que uma das obras favoritas da sua coleção é a de Eduardo Viana, A mulher da laranja.

Eduardo Viana. A mulher da laranja

Apesar da obra estar no museu, vai vê-la com frequência, pois não tenciona reformar-se e ainda hoje estava no museu. Disseram-me que se quisesse falar com ele, teria muito gosto, pois gosta do contacto das pessoas. Não o fiz, mas realmente tem um ar simpático e feliz. De facto, realizou um sonho e tem o prazer, felizmente para o público, de o partilhar.  


Claro que gostei muito de ver a coleção de arte. Mas admirei igualmente o excelente restauro e adaptação do velho palácio a museu, assim como a criação com muito gosto dos novos espaços.

Alfred Keil
Almada Negreiros
Amadeo de Souza-Cardoso e Carlos Botelho
Eduardo Viana, Sarah Affonso
Júlio Pomar, Eduardo Batarda
Querubim Lapa
António Dacosta
Carlos Botelho
Cargaleiro, Vieira da Silva


Imagem do museu e hotel do programa Grande Entrevista

Bela manhã de sol, quente e cheia de arte, que poderá ser repetida com outra visita e também recordada pela leitura e consulta do excelente catálogo MACAM.

domingo, 30 de março de 2025

brincadeira

 

Eu, na minha casa do Funchal, quando era criança


Quando vi esta fotografia do meu neto mais novo, agora com dez meses a "assaltar" o quarto das irmãs para brincar com as bonecas, decidi ir à arrecadação buscar umas antigas, com as quais brinquei, e outras da minha filha para ver a sua reação, quando viesse a casa dos avós...


A minha filha com 2 anos, em Ancara, a brincar com a Carlota, a boneca que a minha mãe lhe trouxe do Canadá - oferta da sua grande amiga Maria Antónia, que para lá foi viver, quando eu tinha 1 ano.


Nem cheguei a mostrar ao meu neto. As minhas netas ficaram tão contentes, quando vieram a minha casa e eu estava a lavar e a secar o cabelo das bonecas, que me pediram logo se podiam levar para casa delas a Carlota ...

E lá está ela ora na cama da minha neta mais velha ora na da mais nova, até se fartarem

Os bébés chorões eram os meus favoritos. Nunca gostei da boneca Barbie, que já tem 66 anos. 

Trouxe da arrecadação o meu "André" (à direita), que deu o nome ao meu sobrinho e outro oferta da minha sogra. A minha filha nunca lhes achou graça e as minhas netas também não. Qualquer dia voltam para onde estavam, agora bem cheirosos...











Esta boneca tem as pestanas grandes e o Pedro quer agarrar e puxar...









As barriguitas também não causaram grande sensação, as netas levaram  duas e as restantes meti numa caixa bonita de cartão...talvez para a próxima geração...

Ao mencionar as bonecas que trouxe da arrecadação, não posso esquecer a minha primeira boneca de borracha, a Mimi, que está na primeira fotografia numa cadeira de vimes igual a esta, da minha filha, a qual foi mandada consertar....em boa altura porque os vimes acabaram na Madeira.

Ensinamento: deve-se guardar os brinquedos, que não estão  a ser usados, porque passado algum tempo como que renascem e são outra vez novidade. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Lasanha de legumes grelhados e mozzarella

 

Ingredientes:
1 beringela 
1 courgete 
3-4 tomates 
2 queijos mazzarella frescos
1 pacote de queijo mozzarella para gratinar
1 frasco de molho de tomate já preparado
0,5l de leite para o molho branco feito com 2 colheres de sopa de manteiga e  2 colheres de sopa de  farinha, noz moscada...

Colocam-se os legumes cortados em fatias finas (beringela e courgetre no sentido do comprimento e tomates às rodelas) no tabuleiro do forno e temperam-se com um pouco de azeite, sal e pimenta.
Quando estiverem grelhados colocam-se às camadas com as folhas de lasanha, molho branco, molho de tomate e queijo cortado às fatias num pirex. A última camada deve ser de molho branco, salpicado de molho de tomate e o queijo mozzarella ralado.


Foi uma outra versão de uma receita vegetariana, que já tinha mostrado. Gostámos muito.






Ao rever esta receita, pensei principalmente na minha nora, que faz faz anos hoje. Penso que  iria gostar!

MUITOS PARABÉNS!!

sexta-feira, 21 de março de 2025

21 março. Dia Mundial da Poesia



 Sobre a Paz


Deixa-se a paz encostada

como se fosse espingarda

e no corpo uma pistola

Como se fosse navalha


O homem ousa entalhar

a morte na sua raiva

que já não usa na esperança

nem usa a nova mandada


A prumo no corpo

a raiva

canta como uma espingarda


encostada a muitas mortes

a paz domada

 nas casas


encostada a muitos 

homens

a mentira faz a imagem


viagens de muitos

 portos


navios de muitas

viagens


Já não há entendimento

entre uma paz

fabricada

para servir muitos fundos

que não do homem ou da árvore


Paz encostada á parede

como se fosse espingarda


ou corpo não amistoso

da marca de uma navalha



Maria Teresa Horta (1937- 4-2-2025).

 Poesia Completa 2 1967-1982  Litexa, 1983 pag 21

quarta-feira, 19 de março de 2025

Feliz dia do Pai



O meu avô paterno
século XIX


 O meu Pai em 1909

Parabéns ao pai dos meus filhos


E ao meu filho que também já é pai


Faz-me feliz rever o passado e imaginar o futuro...