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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Novos vizinhos

 

Temos novos vizinhos no prédio
foi a mensagem da minha filha. A minha nora e eu perguntámos logo: em que andar?

Afinal é um ninho num arbusto à entrada do prédio, cujo canteiro costumo tratar, quando vou a Lisboa.

Quando era criança tinha um passarinho numa gaiola e lembro-me que fiquei muito triste quando fugiu, apesar de me dizerem estar feliz em liberdade.






Talvez por isso  na viagem à Polónia vi um passarinho em madeira e  não resisti a comprá-lo...


O meu vizinho: 




domingo, 3 de outubro de 2021

A casa-museu de Haydn em Viena

 


Esta é a casa onde o compositor Joseph Haydn (1732-1809) passou os últimos doze anos da sua vida. A sua obra converteu-o numa das mais importantes figuras musicais do seu tempo e na história da música ocidental.

Ao contrário de Mozart, de quem era amigo apesar da diferença de idades (Haydn era 24 anos mais velho), Haydn tornou-se famoso internacionalmente ainda em vida.

Quando morreu o seu patrono, o príncipe Nicolau Eszterházy e como o seu sucessor não mostrava a mesma apetência musical, Haydn ficou livre, já com cerca de 60 anos para ir a Inglaterra e aí dirigir as suas obras e criar outras. O Príncipe de Gales, futuro Jorge IV, era um grande apreciador da sua música. No entanto, recusou ficar a viver em Londres (ao contrário por exemplo de Handel) regressando a Viena, à casa que comprara, entretanto, nos arredores da capital.

Quando os amigos o tentaram dissuadir de ir  a Inglaterra, pois não falava inglês terá dito " A minha linguagem é compreendida em todo o mundo".


Este clavicórdio pertenceu a Haydn. Em 1914 foi adquirido para a coleção do museu


Este fortepiano foi usado por Haydn nos últimos anos da sua vida. Em 1906, foi entregue ao museu.

Duas das suas obras mais famosas, que continuam hoje em dia a ser frequentemente tocadas e gravadas, foram compostas nesta casa: A Criação e As Estações. Em 2015, tive o prazer de assistir ao vivo à A Criação, em Caracas, com uma excelente exibição de Susana Gaspar e, em 2018, em Bucareste.


Litografia da última aparição pública de Haydn em 27 de março de 1808, para assistir à sua obra A Criação, no Hall de Concertos da Velha Universidade.







Antes de ir visitar a casa- museu de Haydn tinha tentado visitar este fantástico hall para concertos, mas estava fechado, assim como o da Academia Austríaca de Ciências, em frente. Antes de terem sido construídas as grandes salas de espetáculo, ouvia-se música nos palácios da aristocracia ou em instituições como estas. Felizmente a igreja dos jesuitas, ao lado estava aberta e pude comtemplar a sua magnificência.


A última sala da casa-museu é dedicada a Brahms por dois motivos: Brahms, nascido em 1833, era um grande admirador da música de Haydn; o seu apartamento já não existe pois foi demolido em 1907. Por estas razões, em 1980 decidiram incluir mobilia do seu apartamento nesta casa.


Interessante a cadeira com uma pauta de música e o retrato de Brahms sem barba


Depois de conhecer os palácios da família Esterházy em Eisenstadt  (Áustria) e Fertod (Hungria), onde Haydn trabalhou e viveu quase trinta anos, quando era diretor musical da família Erterházy com uma orquestra à sua disposição, faltava-me conhecer a casa onde passou os últimos anos da sua vida. Gostei muito. Muita informação. Pena que não esteja da mesma forma como quando a habitou, pois a mobília e muitos objetos foram leiloados logo a seguir à sua morte (incluindo um papagaio, que trouxera de Londres). Todavia, ao contrário do seu grande amigo Mozart, atualmente mais famoso, quando morreu, era profundamente respeitado, muito admirado e era uma figura paternal para muitos jovens músicos, entre os quais o genial Beethoven, que naquela mesma casa teve lições do grande Joseph Haydn. 


A casa-museu de Haydn fica na Haydngasse, 19, metro Zieglergasse (linha 3)


A estátua de Haydn da autoria do escultor austriaco Heinrich Natter (1844-1892) está situada na movimentada rua de comércio Mariahilfer em frente à igreja do século XVII, conhecida por igreja de Haydn. A sua pose é algo doutoral olhando de cima para a rua, com uma pena numa mão e uma pauta na outra.
O monumento é muito mais simples do que os de Mozart e Beethoven também em Viena.



O escultor Heinrich Natter é também o autor de um busto do Imperador Francisco José no Museu do Mobiliário de Viena. Consta que este último terá dito quando a estátua de Haydn foi revelada: «sempre que for a Schönbrunn posso rever a estátua de Haydn com prazer» (o monumento ficava no caminho para o palácio Schönbrunn, antes de ser mudado para o local atual )



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Férias na Casa da Tartaruga


Há que fazer justiça a quem deu o nome à casa...
O meu neto a estrear uns calções oferecidos pelos avós com muitas tartarugas.




Foi um prazer ver como a família tem as suas rotinas estabelecidas. Ao fim da tarde havia sempre piscina e para os mais velhos um cocktail...




Último dia de piscina das férias...

Fiquei satisfeita pelo trabalho do meu filho em manter o terreno limpo de folhas secas e sem ervas daninhas, uma autêntica praga pois  invadem os bonitos muros de pedra. 


Tentei dar uma ajuda...









Apesar da propriedade não ser demasiado grande dá muito trabalho. Achei piada, terem  descoberto a semana passada que tinham um pessegueiro a juntar às outras árvores de fruto: macieira, marmeleiro, laranjeira, figueiras, nespereiras, ameixieira, romãzeira, nogueira, oliveiras e uma planta de phisalis.











Gosto muito dos jasmineiros, corriola que havia na casa da minha infância, mas as suas folhas deixam todos os dias as bancadas sujas.


O carvalho com 200 anos é o que marca mais pontos e a magnólia quando está em flor.


A casa está cada vez mais confortável e com uma decoração simples, mas com  muito bom gosto e adequada ao local onde está situada: no campo. Na festa de família, no sábado passado, para apresentar o Theo, o meu neto mais novo e a casa onde o meu filho, mulher e filhos moram desde março, o forno a lenha foi muito apreciado.









Esta é uma falsa fotografia. O pão foi comprado na padaria, pois ainda há que aprender a utilizar o forno...e a fazer pão...


Os passeios programados ficaram no máximo a 1.30h de distância, para não saturar as crianças.
No passeio à Figueira da Foz passámos pelo Castelo de Montemor- o- Velho, que gostei muito de visitar há dois anos, mas estava encerrado, porque andavam a preparar uma  festa.


Em Tentúgal fomos ver como se fazem as famosas queijadas da terra, a concorrer para as maravilhas dos doces conventuais de Portugal. Comprei acabadinhas de fazer e sem terem ido ao forno para a festa do sábado. Disseram que  a 210 graus levavam 20 minutos a cozer. Ficaram ótimas...



















Quando chegámos à Figueira fomos logo para a praia, naquele imenso areal. Nunca tinha ido até à beira da água. O que é muito feio é olhar para as construções modernas, todas desordenadas...



Gostámos imenso de visitar o Palácio Anadia em Mangualde. Almoçámos em Viseu no restaurante Quinta da Magarenha. Muito bom!


Para os netos o Portugal dos Pequenitos é uma experiência a repetir sempre...Quando visitei pela primeira vez tinha 12 anos e achei demasiado infantil para mim, ansiosa por ser mais crescida...











Um forno a lenha como o dos tios...



Um local que nunca tinha visitado foi a Praia da Granja e gostei muito. Não nadei, porque o mar estava agitado e com bandeira amarela, mas a praia é muito bonita assim como algumas casas na marginal. Imaginei como deve ter sido aquele local, frequentado pela aristocracia e alguns escritores portugueses do inicio do século XX.  Percebi ser um local inspirador... Muitas propriedades estão à venda e espero que sejam remodeladas mantendo o estilo antigo.
A casa onde Sophia de Mello Breyner se instalava no verão e presente em muita da sua poesia "casa branca junto ao mar" está muito degradada. Espero um dia vê-la como a imaginava...
A Assembleia, local de divertimento, convívio e baile está a ser transformada num condomínio, mas pelas fotos parece que vai ficar bonito. O restaurante Barraquinha Nova, frequentado pela poetisa é um local a não perder: belíssima vista, simpático serviço e boa comida tradicional (os filetes com arroz de feijão estavam uma delicia)



 A "casa branca"
 Estação da Granja


De todos os cantos do Mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

                                                                                     Sophia de Mello Breyner Andresen




















Foram umas excelentes férias. Muito obrigada aos anfitriões.