Acabei de dar o último ponto no segundo tapete para a casa em Lisboa. Os trabalhos manuais têm este poder de nos dar uma sensação de realização pessoal. Agora tenho de terminar o terceiro, que já está adiantado. No Natal mostro...
A minha Lista de blogues
Mostrar mensagens com a etiqueta arraiolos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arraiolos. Mostrar todas as mensagens
sábado, 26 de setembro de 2020
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Bordar Arraiolos: um vício
Durante o confinamento pensava muitas vezes que tinha sido uma pena não ter em casa material para bordar um tapete de Arraiolos. Por isso, logo que as lojas abriram fui com a minha filha e netas, primeiro comprar sapatos para a mais velha, pois nos dois meses passados em casa os pés tinham crescido e nada lhe servia (só os ténis da escola) e, no dia seguinte (19 de maio), comprar telas e lãs para fazer novos tapetes para o meu quarto em Lisboa. Isto porque com a vinda dos netos, os "arraiolos" foram todos para eles, nos últimos tempos. Acabei hoje o segundo tapete, que comecei em maio. Agora têm de ir a uma loja especializada fazer as bainhas (prefiro à franja, que se estraga mais), pois os acabamentos não sei fazer. No entanto, tenho mais dois começados para estrear no Natal. No final de outubro devem ficar prontos. O meu quarto de estar parece uma oficina de trabalhos manuais.
Gosto que as prendas que ofereço sejam apreciadas e vejo que os tapetes que fiz e ofereci, são do agrado dos pais dos meus netos. São prendas especiais, que dão muito trabalho, mas também muita cor e brilho aos quartos. São aspirados, como o resto da casa e, de vez em quando, deve passar-se água com vinagre para realçar as cores e limpar mais profundamente. Aprendi isso na Turquia. Limpavam e ponham a secar ao sol para não dar traça- isto para os tapetes orientais. Achei que para os Arraiolos também devia resultar.
Para a Turquia comprei um tapete de Arraiolos e coloquei-o na entrada. Tem viajado comigo e agora está um pouco estragado. Tenho a ideia de fazer um igual, melhorando as cores e também fazer outro, clássico Seteais, para o hall interior do apartamento em Lisboa. Isto porque na sala gosto mais dos tapetes orientais. Além de mais resistentes combinam melhor com qualquer decoração. Não posso entrar numa loja de tapetes, porque apetece-me logo comprar um. Adquirimos a maior parte na Turquia. E, confesso, sou uma snob, pois tapetes à máquina, nem os considero tapetes...
Na Roménia e Moldávia os tapetes são muito alegres. Comprámos três e já não tenho lugar para mais em Lisboa ...
Ainda me falta um tapete Beiriz....
quarta-feira, 4 de março de 2020
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Incentivo à criação...
2017 (1)
2018 (2)
Hoje, terminei um tapete de Arraiolos, que comecei há menos de 2 meses. Foi o meu recorde de tempo. Agora, tem de ir a uma loja especializada, em Lisboa, para fazerem os acabamentos como deve ser. Fico muito orgulhosa, quando me mandam fotografias, como aconteceu recentemente com estas duas, em que noto a utilização do meu trabalho.
É o quarto tapete que faço na Roménia. Há algo aqui (ou será lá?) incentivando a minha produtividade...espero continuar...
Os meus tapetes de Arraiolos
Os meus tapetes de Arraiolos
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Um dia calmo
Hoje comecei o dia com uma massagem, que me faz bem por causa da minha coluna. De seguida, continuei a leitura do livro D. Beatriz de Portugal, a Infanta Esquecida de Ana Isabel Buescu (Editorial Presença, 2019). Estou a gostar muito e a aprender bastante. Achei interessante a referência ao colar da Rainha Santa Isabel, exposto no Museu Machado Castro, em Coimbra ser venerado com especial devoção por grávidas e parturientes (pág. 30)

"...há um pequeno colar formado por oito placas polilobadas, guarnecidas de gemas e unidas por cadeias, igualmente de ouro, por sua vez ornadas de pérolas barrocas. Segundo a tradição, isto é a parte sobrante de um colar de Santa Isabel que, por ter dotes milagreiros, foi sendo danificado e diminuído por doentes – sobretudo parturientes – ansiosos por um fragmento que os protegesse como uma relíquia santificada." Tesouro da Rainha Santa
Já percebi que o livro é uma biografia a sério e não um daqueles romances históricos, que estão na moda, com diálogos muito duvidosos.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
O tapete da minha neta
Comecei o tapete nas férias que fiz ao norte de Portugal, à região do Douro, na casa em Trevões.
Levei-o para Bucareste. Quando cheguei à Roménia ainda não tinha feito metade das riscas da barra. Teve um grande avanço lá devido à minha disponibilidade, porém só o terminei em Portugal, em dezembro. Deu muito trabalho, mas fiquei muito satisfeita com o resultado.
O modelo é original. Queria que ficasse a condizer com os cortinados, que a minha filha escolheu. Como têm muita cor optei por fazer uma barra com as mesmas cores da cortina e das costas das almofadas.
È claro, o B não podia faltar...
De início era para ter só a barra com riscas e as folhas, mas resolvi acrescentar flores. Estas adaptei-as de uma revista de ponto-cruz da minha sogra, publicada em 1955.
O ano passado, por esta altura acabei um tapete para o meu neto que ficou também muito bonito. Será que no próximo ano vou fazer outro?
sábado, 15 de julho de 2017
3 anos fora de Portugal
Estou a viver permanentemente fora do meu país, desde julho 2014. Durante estes anos, a nível pessoal, houve o casamento do meu filho em 2014, em Inglaterra;

e o casamento da minha filha em Portugal, em 2016.

Em 2015, a família aumentou com o nascimento de duas primas gémeas
Em 2017, nasceu o meu neto na Escócia.

Durante este tempo fiz algumas amizades e espero manter os contactos. Hoje em dia com emails, skype e whatsapp, é muito diferente de 1989, quando deixei Portugal para ir viver na Turquia...
Um país com grandes potencialidades para desenvolver o turismo junto à costa com areia fina e macia, tem de começar com limpezas profundas.
antes e depois
Desde a minha chegada, empenhei-me, com ajuda, é claro, a manter a casa, que é já muito antiga, bem cuidada e, no jardim, tentei melhorar o seu aspecto, vendo-me livre da maioria das ervas e plantas invasivas.
As pessoas são simpáticas e têm um espírito alegre (se assim não fosse não sei como aguentariam). Contudo, nos últimos tempos sinto uma tristeza com as noticias de mortes de tantos jovens. Além das habituais devido à violência, que é grande no país, juntam-se agora as de estudantes que se manifestam, porque querem ter um futuro melhor.
A inflação é outro problema ( quando cheguei um euro equivalia a 90 bolivares no mercado paralelo. Este mês vale mais que 9000...). O que gastamos no mercado numa semana, nunca é igual ao da semana seguinte. Já nem compro alguns produtos, como salmão, pois acho ultrajante que um quilo seja igual ao ordenado mínimo, aumentado há duas semanas.
Desejo a todos os meus sinceros votos de um futuro melhor e estou pronta a enfrentar novos desafios, nesta opção de vida de acompanhar o meu marido no estrangeiro, o que apesar de muitas vantagens, traz também muitas saudades.

e o casamento da minha filha em Portugal, em 2016.
Em 2015, a família aumentou com o nascimento de duas primas gémeas
Em 2017, nasceu o meu neto na Escócia.
Faz 5 meses hoje. Só o vi durante duas semanas quando só tinha 1 mês...

o tapete que bordei para ele em ponto de Arraiolos...

o tapete que bordei para ele em ponto de Arraiolos...
Fiz algumas viagens durante estes três anos: Bogotá e Cartagena (primeiras férias para descansar logo que cheguei), Curaçao, Londres, Budapeste, Viena, Equador, México, Panamá, Cuba, Escócia, Amsterdão, Singapura, Vietname, Camboja, Tailândia, Edimburgo.
As visitas à Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, São Vicente e as Grenadinas, Barbados tiveram também outros objetivos, mas fiquei a conhecer estes países nas Caraíbas.
Politicamente assisti no meu país à eleição de um novo presidente da república e à formação de um governo minoritário com apoios parlamentares, a quem chamam de gerigonça, enquanto aqui assisto diariamente ao desmoronamento de um regime.
A minha nora e genro foram os únicos que me acompanharam na súbida ao Ávila de teleférico. Os outros subiram de jeep, o que não é menos assustador, garanto.
Apesar da preocupação dos familiares em Portugal sobre o meu bem estar aqui devido às noticias, gostei de viver estes últimos três anos em Caracas. Aliás, quando olho para trás a minha vida desde os 19 anos, que saí da Madeira para ir estudar e viver em Lisboa tem sido um acumular de vivências em diferentes locais. Os meus filhos, por exemplo, fizeram os 12 anos de escolaridade obrigatória metade em Portugal e metade no estrangeiro. Daí nunca terem tido vontade de concorrer ao programa Erasmus. Salvo comissões de serviço curtas ou indefinidas como foram as de Bruxelas, Cabo Verde e Guiné-Bissau, acompanhei sempre o meu marido. Talvez seja por isso, que nos nossos carros há sempre na matricula um "CD": "Ciganos Distintos"...
Caracas e as montanhas do Ávila . Vista dos belissimos jardins de Topotepuy
As belas montanhas do Ávila, que rodeiam a cidade e amenizam o clima, são de uma grande beleza.
Não regressámos, por opção, ao belo arquipélago de Los Roques, com medo de apanhar uma deceção, dada a degradação de algumas instalações hoteleiras neste país devido à falta de produtos. Mandámos fazer uma aguarela de uma fotografia, que tirámos durante a nossa primeira estada na Venezuela, de 2005 a 2008 ( com uma interrupção de 6 meses em Luanda)
Um país com grandes potencialidades para desenvolver o turismo junto à costa com areia fina e macia, tem de começar com limpezas profundas.
antes e depois
Desde a minha chegada, empenhei-me, com ajuda, é claro, a manter a casa, que é já muito antiga, bem cuidada e, no jardim, tentei melhorar o seu aspecto, vendo-me livre da maioria das ervas e plantas invasivas.
As pessoas são simpáticas e têm um espírito alegre (se assim não fosse não sei como aguentariam). Contudo, nos últimos tempos sinto uma tristeza com as noticias de mortes de tantos jovens. Além das habituais devido à violência, que é grande no país, juntam-se agora as de estudantes que se manifestam, porque querem ter um futuro melhor.
A inflação é outro problema ( quando cheguei um euro equivalia a 90 bolivares no mercado paralelo. Este mês vale mais que 9000...). O que gastamos no mercado numa semana, nunca é igual ao da semana seguinte. Já nem compro alguns produtos, como salmão, pois acho ultrajante que um quilo seja igual ao ordenado mínimo, aumentado há duas semanas.
Desejo a todos os meus sinceros votos de um futuro melhor e estou pronta a enfrentar novos desafios, nesta opção de vida de acompanhar o meu marido no estrangeiro, o que apesar de muitas vantagens, traz também muitas saudades.
| Caracas 2008 |
Já fiz tantas mudanças... esta será apenas mais uma, com muito menos coisas do que em 2008, quando regressámos a Lisboa...
domingo, 25 de dezembro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Santa paciência…
O ano passado, durante as férias de Natal, mandei limpar um quarto de arrumações com caixas muito velhas, que ninguém se lembrava o que continham.
Foi então que encontrei este tapete e escrevi:
Triste vida a de um tapete…
Santa Paciência…!
"Hoje lavei, com os pés, como aprendi a fazer na Turquia, este antigo e danificado tapete de Arraiolos, que encontrei guardado numa caixa. Quando estiver seco vou ver o que consigo fazer com ele..."
28 jan 2015
Um restauro em Portugal sairia caríssimo, pois estava muito danificado parece que devido às mordidelas de um ex-habitante desta casa, com quatro patas. (essa parte não está visível na fotografia tirada na altura).
Resolvi esconder as trituradas partes debaixo das camas num quarto de hóspedes, apesar de essa não ser a solução, mas dava para ser utilizado e visto, pois trata-se de uma peça bonita…Gosto muito de tapetes de Arraiolos e cheguei a fazer alguns para a minha casa e as dos filhos (Arraiolos Rugs)
Encontraram-me um restaurador de tapetes local, que o teve durante mais de um mês para chegar à conclusão que não o sabia arranjar nem tinha os materiais necessários (conversa muito habitual aqui). O problema é que chegou ainda mais danificado e já não dava para estar no chão…Portanto, definitivamente inutilizável.
Lembrei-me então de fazer um painel para um corredor longo e vazio, onde as visitas habitualmente não vão. Atendendo às circunstâncias, talvez a solução para não me desfazer de um tapete antigo e bonito. Dobrei as partes estragadas e ainda sobrava uma porção considerável para levar para a frente o dito projeto.
A pessoa encarregada deste trabalho esteve meses com o tapete na sua posse. Após muitas insistências para que estivesse pronto para o meu regresso…deparei-me, ontem ( quase um ano depois de ter encontrado o tal tapete), com um painel cosido à máquina, sem estar esticado e pior…DO AVESSO.
Triste vida a de um tapete…
Santa Paciência…!
sábado, 19 de julho de 2014
Arraiolos Rugs
Sculpture at Arraiolos
Arraiolos rugs are traditionally made at Arraiolos, in Alentejo, Portugal.
The arraiolos technique is a form of cross-stitch that completely covers the linen cloth foundation.
The oldest carpets date from the 17th century. They were inspired by Oriental style Persian carpets.
The carpet in this bookcover belongs to the collection of the Victoria and Albert museum in England. It is a 17th century rug bought in 1895.
I only started to appreciate Arraiolos rugs when I learned how to make them.
N&B tile design rug- 2014
Geometric design
Runner with matching rug
Bedroom rug (set of three)
Rug with a repetition of pattern (they are the easiest ones to make)
Subscrever:
Mensagens (Atom)






























