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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Notas variadas




Depois do dia de ontem e também com a bela oferta do meu marido, que me ofereceu um conjunto para bridge com dois baralhos e dois "score pad", resolvi continuar... Também não vai ser por muito tempo, pois em março planeio ir à Escócia... 
Ontem, recomecei o bridge e passei uma boa manhã a jogar, a conversar e depois a almoçar com as minhas amigas, que não via desde o final de novembro. A minha parceira, a única com muita experiência, pois diz que anda a aprender há cinquenta anos- ela tem 94, fez um pequeno slam e eu, por minha vez, consegui acompanhá-la bem, atendendo à minha pouca prática e longo tempo sem jogar. Devo dizer que de manhã estive a estudar os meus apontamentos e  tentei manter-me sempre concentrada.
Já tinha avisado o meu marido que era capaz de desistir, não faço muito progresso (no cruzeiro nem me atrevi a ir ver os jogos de bridge, todas as tardes) e o grupo mudou muito desde o começo, em novembro de 2014. Temos menos 4 pessoas: a que nos ensinou o básico e jogava há muitos anos foi para o Azerbeijão e as outras, principiantes como eu, foram para a Áustria, Polónia e Índia (o equivalente a uma mesa de bridge). Nos últimos tempos senti a falta do grupo como era, sobretudo depois de uma senhora aparecer por umas duas horas, não para jogar, mas para dar ordens- é uma ex-campeã sul-americana e acha-se o máximo em tudo o que faz, tornando os nossos encontros muito stressantes, pois está sempre a deitar tudo a baixo: "devias ter jogado isto e não aquilo; tomem notas; escrevam..." num tom de professora para alunos. Ela realmente tem uma memória visual fantástica, apesar do seus 76 anos (não parece) e consegue decorar todas as cartas, que saíram e saber o que temos na mão. Ontem, jogou connosco para ensinar. O pior é que não se cala, além de ser pouco humilde. Contou que aprendeu bridge em 2 semanas e no final jogava melhor que a professora. Quando eu estava a jogar o meu contrato de 4 espadas, continuava imparável na sua conversa  e tive de lhe dizer que assim não me conseguia concentrar. Foi para a outra mesa e perdeu (menos dois). Devo dizer que fiquei satisfeita (pelo meu resultado- fiz mais um "trick" do que previa no contrato e pelo dela). Foi convidada uma vez para assistir às nossas reuniões e jogo (social bridge) e pelos vistos está a gostar...

 Infelizmente não sei alguns termos do bridge em português, pois aprendi-os em inglês.






Também tenho duas aulas de ioga por semana e uma de salsa.

Terminamos sempre o ioga com "NAMASTE"! 






 
Os professores são fantásticos e têm muita paciência. Como avisei a professora que não gosto daqueles exercícios de relaxamento de olhos fechados (que tentei na casa de uma amiga a quem ela também dá aulas) fez todo um plano novo para mim a que chama Tere-ioga). Traz sempre música diferente, porque não gosto de exercícios "a seco" e um dia até trouxe uns trajes árabes para dançarmos a dança do ventre. Diverti-me muito, mas disse-lhe que não era necessário tanto para o futuro e assim temos mantido as aulas com uma mistura de ioga e Pilates para fortalecer o meu braço e coluna. Realmente uma PT faz toda a diferença como me dizia a minha filha e genro.

O professor de salsa também tinha dito no início que só dava aulas se fossemos pelo menos duas alunas, mas como duas amigas (do bridge também) se foram embora, ele agora dá-me aulas só a mim. Tem a minha idade... Às vezes parecemos que estamos num grupo recreativo para a terceira idade, porém lá faço exercício e divirto-me... sempre gostei muito de dançar. Aprender salsa requer que a pessoa adopte uma postura totalmente diferente da europeia: na Europa dançamos da cintura para cima e aqui da cintura para baixo.

Chocolate quente em Portugal

Além destas atividades tenho lido uma biografia que a minha irmã me ofereceu na nossa despedida e tenho-me lembrado do nosso delicioso chocolate quente.
Chocolate quente na Suiça (Zurique)
Sobretudo ao compará-lo com o que tomei em Zurique recentemente. Pedi um chocolate quente, como estava escrito na ementa e fiquei escandalizada, quando o empregado me trouxe um copo de leite e um pacote de chocolate em pó... sem palavras.

Sei que é difícil manter o padrão preço-qualidade, como temos em Portugal, contudo isto num país conhecido pelo seu chocolate...

Outra decepção que apanhei na Suiça foi na compra de um relógio para oferecer ao meu marido. Custou-me bastante mais do que em Portugal. Pensei que estava fazendo uma ótima compra ao adquiri-lo no local de origem ...  falei disso a uma amigo suíço aqui (do chocolate fica para a próxima) e ele disse-me que tudo se deve ao custo dos produtos na Suiça, pois a renda de uma loja tem um preço exorbitante comparado com Portugal e 3.000 Euros o ordenado mínimo ... Eu é que não pensei nisso...


Voltando às comidas, o que não me faz falta aqui são pratos de bacalhau (que trago sempre, assim como papel higiénico e outros produtos, que não há cá e são os meus souvenirs das viagens), mas uma coisa muito simples, que nunca vi fora de Portugal- as nossas torradas. Não são as de pão caseiro, que também gosto muito,  mas sim as de pão de forma dos cafés e pastelarias portuguesas, principalmente aquela parte do meio, que até se curva com tanta manteiga... No meu passeio ao norte de Portugal, recentemente, logo que vi na autoestrada um anúncio de torradas parámos para tomar o pequeno almoço...

Com tudo isto quase me esquecia de dizer, que o que realmente me diverte muito é manter o meu blog atualizado e, nesta altura,  fazer também um trabalho em ponto de cruz. Qualquer dia mostro...

2 comentários:

  1. Já nasceu o Charlie?
    Continua com o blog. As tuas impressões de viagem são muito interessantes.
    Quanto ao bridge....não percebo patavina!
    Beijinhos

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