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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Um carro histórico...


No Museu de História Militar de Viena (Heeresgeschichtliches Museum)



O museu foi mandado construir pelo imperador Francisco José no centro do Arsenal, um enorme complexo militar. O objetivo era servir de testemunho dos grandes sucessos militares do império. Abriu em 1856 e é o maior e mais antigo edifício do mundo construído para essa finalidade. Cobre cerca de 400 anos de história, desde a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) até o fim da monarquia dos Habsburgos, no final da I Grande Guerra e  ainda o período da república e ditadura, de 1918 a 1945.




Além do imponente edificio, a entrada com o Hall dos Generais não deixa ninguém indiferente. São 56 estátuas em mármore de Carrara com 1,86m de altura com o nome do militar que cada uma representa. 
















Uma escadaria com o busto do imperador leva-nos aos salões de exposição com armas, armaduras, tanques, canhões, carros, aviões, uniformes, bandeiras, pinturas, medalhas, fotografias e documentos, incluindo jornais.









As salas com parte da História, que não estou familiarizada vi mais de relance e até aproveitei para me sentar um pouco, mas o que dizia respeito ao Imperador e ao começo da Grande Guerra tomei mais atenção, nomeadamente o assassinato do herdeiro do trono Francisco Ferdinando e da sua mulher em Sarajevo, o que veio a espoletar a guerra. Não sabia que o carro, a maca, onde foi declarado morto, o  uniforme e até pistolas de alguns dos assassinos, estavam em exposição no museu. Trata-se de uma mostra tétrica, sobretudo pelo seu detalhe, mas plena de significado, porque talvez nunca tenha havido na História um atentado com tão trágicas consequências.





O carro de Sarajevo



Aliás, as últimas décadas do Império Habsburgo foram marcadas por dramas e tragédias familiares. O Arquiduque assassinado em Sarajevo só era o herdeiro do trono devido ao suicídio (tragédia ou incidente como é habitualmante denominado) em Mayerling, do filho Rudolfo do Imperador Francisco José e da sua mulher Isabel da Baviera (a famosa Sissi).

Rudolfo



O Imperador Francisco José e a Imperatriz


Sobre Viena:



quinta-feira, 21 de outubro de 2021

cabeleireiros...


Tenho tido no estrangeiro algumas más experiências com cabeleireiros, desde deixarem-me quase loura a ter o cabelo tricolor e ter aproveitado, entretanto, uma ida a Portugal para fazer uma descoloração. Agora, como a cor já não é problema, estava só com receio do corte. Hoje tomei a decisão de cortar o cabelo e fiquei satisfeita com o resultado.



quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Livro sobre a rotina do Imperador Francisco José


Sempre que visitamos uma nova cidade, o meu marido tem por hábito pesquisar nas livrarias se há uma História do país em inglês. Com a Áustria ainda não teve a sorte de encontrar uma, mas na nossa última visita sugeriram uma biografia da Sissi, que já temos, ou a história da vida diária do Imperador Francisco José. Acabámos por comprar esta, a qual terminei hoje.

Devo dizer que o principal motivo que me motivou a leitura foi encontrar mais informação sobre a cunhada do Imperador, a arquiduquesa da Áustria, Maria Teresa de Bragança.

Maria Teresa de Bragança (1855-1944) era filha de D. Miguel, rei de Portugal. Casou com um irmão do Imperador Francisco José e era uma figura influente na corte austríaca. Quando a Imperatriz (Sissi) se retirou  da vida social, após a morte do filho Rudolfo, Maria Teresa de Bragança acompanhava o cunhado em funções oficiais no Palácio de Hofburg. Só quando ficou viúva é que o protocolo determinava que se afastasse. Mesmo assim, foi importante o seu apoio ao enteado, Francisco Fernando na aprovação do seu casamento morganático, até o assassinato do herdeiro do trono e a sua mulher em 1914, em Sarajevo. Após o colapso da monarquia, ela partiu para o exílio, na Madeira, com o último imperador Carlos e a sua família, regressando mais tarde a Viena, onde morreu aos 88 anos.



O livro é interessante na medida que nos dá uma visão de como era a corte em Viena e a personalidade do imperador e a sua vida diária, desde o despertar às 3.30h da manhã até as audiências que dava, receções, cerimónias oficiais e bailes. Achei apenas estranho que a Imperatriz é muito raramente mencionada, talvez pelo facto de toda a vida ter estado muito ausente da corte em Viena, da qual não gostava.
Também Maria Teresa de Bragança não é mencionada no livro, mas há algumas páginas sobre Katharina Schratt, a atriz que se tornou confidente do imperador, até à morte deste.
Gostei de saber do papel muito relevante do chanceler do palácio (camareiro-mor), que supervisionava a administração palaciana no dia a dia, a agenda do Imperador, assim como os grandes eventos da corte, sendo a primeira figura na hierarquia cortesã e foram vários aristocratas importantes a ocupar esse cargo difícil no longo reinado do imperador Francisco José.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

São gravatas...



No Funchal, Madeira, no Universo de Memórias João Carlos Abreu  existe uma sala chamada Sala das Gravatas com uma grande exposição de gravatas da coleção de João Carlos Abreu.



Vale a pena ir conhecer a casa, construída no século XIX para Simeão Francisco, comerciante na Guiana. No livro "Os Ìbis Vermelhos da Guiana" Helena Marques conta a história daquela família.



O palacete foi adquirido pelo Governo Regional em 2001 para albergar a coleção doada por João Carlos Abreu à Região Autónoma da Madeira.
Hoje celebra-se o Dia da Gravata


domingo, 17 de outubro de 2021

Benny Golson e o filme "O terminal de aeroporto"

Benny Golson é um saxofonista norte-americano, atualmente com 92 anos.




No filme The Terminal (2004) desempenha o papel de si próprio, a atuar no hotel Ramada de NYC, em Lexington Avenue, 161.




Enquanto esperávamos pelo voo de chegada da minha filha e família, que foram este fim de semana a Madrid, resolvemos rever este filme de Steven Spielberg com Tom Hanks, no papel principal e passado num aeroporto. 

 
 

Quando o vi pela primeira vez, vivia nos EUA e pensei que o filme era totalmente ficção, apesar de ter achado que toda a burocracia com os documentos de Viktor Navorski, bem poderia ser verdade. Hoje, vi que é baseado numa história verdadeira passada em França e que o saxonista é bem real. Foi um prazer vê-lo de novo e a mensagem de perseverança e esperança que transmite.

Nota: Este post tem 2 vídeos. Para os ver no telemóvel tem de usar a opção "Ver Versão da Web".

sábado, 16 de outubro de 2021

16 de outubro e o fim trágico de Maria Antonieta








Não há muitas figuras históricas que tenham motivado um tão grande número de representações como a da rainha consorte de França Maria Antonieta, casada com o Rei Luís XVI, sendo assunto da cultura popular e de vários livros e filmes. Retratada essencialmente pelo seu comportamento superficial e frívolo, tem-se tentado mostrar mais recentemente, a injustiça de alguns clichés.






Vestido usado por Kirsten Dunst para o filme Maria Antonieta





Quando estive em Paris, em janeiro de 2019, visitei uma exposição na Conciergerie sobre essa Rainha de França. Foi naquele local que a trágica figura histórica esteve presa e a aguardar julgamento. Era interessante a variedade de elementos apresentados, tanto documentos originais como o libelo de acusação, a chave da sua cela e até representações atuais no cinema, além de uma boneca Barbie vestida como rainha, inclusão que se deve, suponho, ao facto da Maria Antonieta ter sido um ícone da moda no seu tempo.






Maria Antonieta era filha da Imperatriz da Áustria Maria Teresa e casou ainda adolescente com o delfim de França (herdeiro do trono francês), tornando-se rainha aos 18 anos. O seu casamento foi politico, visando a aproximação com a França, país considerado inimigo tradicional da Áustria. A mãe escrevia-lhe longas cartas para a influenciar, certamente para que a posição da filha na corte francesa pudesse ser favorável aos interesses austríacos. Uma das mais influentes biografias de Maria Antonieta, da autoria de Stefan Zweig, baseia-se exatamente na correspondência entre a rainha e a sua mãe e a que manteve com o conde sueco Axel Von Fersen.



Replica do "colar da rainha", fonte de terrível controvérsia




Maria Antonieta, mesmo antes da Revolução Francesa de 1789 nunca foi vista com bons olhos pela maior parte da corte francesa, devido aos preconceitos contra os Habsburgos. A autrichienne era chamada por autre-chienne (outra cadela, em vez de austríaca).








 Maria Antonieta é conduzida à sua execução

Após a morte do rei, Maria Antonieta foi transferida para a Conciergerie, onde permaneceu alguns meses até ser julgada por alta traição e condenada à morte por guilhotina, no dia 16 de outubro de 1793, quando tinha 37 anos.











Maria Antonieta numa versão de Botero







Todas as fotografias apresentadas foram tiradas durante a visita à exposição na Conciergerie, em janeiro de 2019 - lembro-me que tive algumas dificuldades para as tirar, num ambiente bastante escuro e com muitos vidros, que refletiam as luzes





Gostei muito deste artigo de Helena Matos, publicado no Observador a 17 de outubro- Uma pergunta por dia numa semana com sabor a farsa:

"O Terror que chega como libertação. A 16 de Outubro de 1793 foi guilhotinada Maria Antonieta. Já não era rainha de França mas sim a viúva Capeto. Já não era a jovem que envergava jóias e trajes deslumbrantes em Versalhes mas sim uma mulher doente e envelhecida. Tinha perdido tudo. Fora injuriada e caluniada até onde uma mulher o pode ser. Os queixinhas que por aí andam agora, dois séculos depois, deviam ler os folhetos que circulavam em França quando Maria Antonieta era rainha e para os quais não faço link porque ainda me arrisco a ser acusada de estar a promover a pornografia. Ou as acusações que lhe foram feitas durante o julgamento a que a submeteram. onde nem faltou uma acusação de incesto com esse filho de oito anos que lhe tiraram dos braços para fazerem dele um cidadão, primeiro embriagando-o, depois semiemparedando-o até à morte.

Agora que se assinala mais um aniversário da execução de Maria Antonieta é urgente recordar o que foi o Terror e como ele se impôs a uma sociedade que gritava “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Rapidamente se constata que os jacobinos do século XXI aprenderam bem a lição com os seus antepassados: encontramos a mesma fixação na linguagem, a mesma criação de novas palavras e formas de tratamento que de um momento para o outro se tornam obrigatórias; a mesma imposição de novas categorias e a consequente diabolização das anteriores. No século XVIII, sob o pretexto do combate à religião e à monarquia, os revolucionários franceses acabaram com o antigo calendário e impuseram um calendário revolucionário que ninguém conseguia utilizar; proibiram as habituais formas de tratamento entre as pessoas; alteraram o nome das localidades com mudanças tão apatetadas quanto Montmartre que passou a Mont-Marat e Grenoble a Grelibre… Não é coincidência qualquer semelhança com o que agora acontece com os géneros, as fantasias das identidades e a imposição de formas politicamente correctas de falar e escrever. É sim o jacobinismo a mostrar a sua influência e os jacobinos a impor o seu controlo absoluto a sociedades que acreditam estar a libertar-se. E agora, tal como no século XVIII, é preciso arranjar alguém para fazer subir ao patíbulo (agora figurado) no meio das multidões electrizadas"

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Quedas de água

 As quedas de água sejam elas pequenas ou grandes, chamadas cascatas, cataratas ou salto, estão sempre localizadas em locais monumentais e de rara beleza paisagistica.

Estive a rever as minhas fotografias, desde a mais recente, da semana passada, às outras mais antigas.

Tenho uma grande lacuna na minha história de quedas de água que é não conhecer as cataratas do Iguaçu, entre o Brasil e a Argentina. Fica para quando for ao Brasil, ainda sem data marcada...


Na Noruega, em Flam e Hellesyt.



Niagara, Canadá

Kaieteur, Guiana


Canaima, Venezuela. Fomos de catarata em catarata, até chegarmos ao extraordinário Salto do Anjo.
Andámos por trás de uma, onde se podia "tomar duche", viajámos de canoa e sobrevoámos o Salto. Uma das viagens mais extraordinárias que fizemos...