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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

4th of July- Independence Day





Em 4 de Julho celebra-se o dia nacional americano. As decorações, cujo principal motivo é a bandeira azul vermelha e branca, são visíveis em muitas casas particulares e edifícios públicos, por todos os Estados Unidos da América, uma forma dos americanos mostrarem o seu orgulho patriótico.
Este dia é comemorado com muitas festas ao ar livre. As paradas assumem um significado especial e são organizadas em muitas cidades e vilas. A de Bristol (Rhode Island)) é considerada a mais antiga. Em 2001, tive oportunidade de assistir e pude constatar a sua espetacularidade e organização e ainda o facto de ter verificado, que só desfilaram três bandeiras nacionais: a americana, a do Reino Unido, antigo colonizador e a portuguesa, uma maneira de homenagear a comunidade portuguesa, a qual é muito numerosa naquele estado.  Animam ainda o dia outras manifestações populares, como os churrascos, feiras, concertos e à noite o tradicional fogo-de-artifício.
O caminho da independência
A Guerra de Independência (1775-1782) resultou do protesto dos cidadãos das treze colónias americanas (Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island, Connecticut,  New York, New Jersey, Pennsylvania, , Delaware, Maryland, Virginia, North Carolina, South Carolina e Georgia) contra a insistência política do governo de Inglaterra em pretender cobrar-lhes  impostos sem lhes reconhecer o direito de representação parlamentar em Londres.  A coroa britânica tentara já, em 1765, introduzir o Stamp Act (imposto de selo sobre os documentos oficiais, jornais e outras publicações).
Em consequência os colonos começaram a criar organizações secretas, cujo nome ficou conhecido como Sons of Liberty. O principal líder desse grupo foi Samuel Adams de Massachussets, que se batia por um único objetivo- a independência.
Em 1773, o parlamento britânico concedeu à Companhia Oriental da Índia vantagens especiais na importação de chá para a América. Perante essa medida cidadãos de Boston, a capital de Massachusetts, decidiram boicotar o chá e quando os importadores quiseram desembarcar os seus carregamentos no porto daquela cidade, encontraram resistência da parte de um grupo de homens disfarçados de índios, que na presença de uma grande multidão subiu a bordo e lançou o carregamento ao mar. Este episódio ficou conhecido como Boston Tea Party.
A cidade de Boston foi severamente castigada, pois o Parlamento britânico resolveu fechar o seu porto com o objetivo de destruir o comércio local e as tropas britânicas foram concentradas naquela cidade, sob o comando do general Gage.
Os colonos elegeram representantes, os quais reuniram-se, em 1774, organizando o I congresso em Filadélfia. Este acabou por assumir o papel de liderança das colónias e, ao fim de algum tempo e face à irredutibilidade inglesa começou a organizar as tropas e a reunir armamento para defender a causa da revolução. Paul Revere tornou-se um herói da revolução por ter avisado os colonos no interior que as tropas inimigas se aproximavam gritando “The British are coming, the British are coming…”
Em 1775, o congresso reúne-se pela segunda vez e nomeia George Washington comandante- chefe das tropas americanas.
Em Janeiro de 1776, Thomas Paine publicou o panfleto Common Sense, (Senso Comum) no qual atacava a monarquia como instituição e o próprio rei inglês George III. Em apenas 3 meses, venderam-se 100.000 exemplares. A sua influência foi grande e converteu muitos colonos indecisos, ainda apoiantes da coroa britânica. A mudança de opinião, uma vez iniciada, foi rápida.
Depois de aprovada no congresso a proposta, que declarava a separação, Thomas Jefferson (1743-1826) redigiu a Declaração da Independência, o documento fundador dos EUA e a base da respetiva constituição. Foi adotada por todos os delegados presentes na assembleia de Filadélfia, em 4 de Julho de 1776, proclamando-se o nascimento de uma nova nação: “…these United Colonies are, and of Right ought to be Free and Independent States…we hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain inalienable Rights, that among them these are Life, Liberty, and the pursuit of Happiness”.
 Locais históricos da revolução americana
 Liberty Bell – o sino da liberdade é um símbolo da independência americana. Está guardado no Liberty Bell Center, em Filadélfia. http://www.nps.gov/museum/exhibits/revwar/image_gal/indeimg/liberty.html
Betty Ross House- A casa da mulher que costurou a primeira bandeira americana fica situada em Filadélfia.          http://www.betsyrosshouse.org/history/
The City Tavern Restaurant and Museum- local onde muitos patriotas se encontravam durante a revolução, com ementas históricas, algumas ao gosto de George Washington. 
https://www.citytavern.com

Freedom Trail- O trilho da liberdade começa no parque mais antigo do país- Boston Common e leva o visitante a 16 locais históricos, seguindo o tracejado pintado no chão.

Obras consultadas:
Hill, C P. A History of the United States. 3rd edition. London: Edward Arnold, 1977
Shively, Julie. Places of the American Revolution. Nashville: Ideals Press, , 2001
United States Information Agency. An Outline of American History. 1994
Wells, H.G. História Universal. Terceiro Volume. Livros do Brasil, s/d
Yanak, Ted, e P. Cornelison . The Great American History Fact-Finder. Boston: Houghton Mifflin Company, , 1993

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