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sábado, 8 de setembro de 2018

O Museu Zambaccian



Retrato de K.H. Zambaccian por Corneliu Baba (1906-1997)

O rico homem de negócios, de origem Arménia, Krikor H. Zambaccian (1889-1962) empenhou-se, durante  toda a sua vida, em criar uma notável coleção de obras de arte na Roménia. Fez parte dos seus estudos em Antuérpia, onde descobriu exposições e museus e desenvolveu uma paixão por pintura e arte em geral. Depois de regressar à Roménia comprou livros de arte, tornando-se-se num  connoisseur. Procurou a companhia de artistas, frequentando os seus estúdios e, aos poucos, tornou-se muito respeitado no meio artístico, uma autoridade, um mecenas e um verdadeiro critico de arte. Descobria novos talentos, promovendo-os e encomendando-lhes obras.











Mandou construir uma casa em Bucareste, situada na rua, a qual tem, hoje em dia, o seu nome para guardar a sua coleção. Como continuou sempre a colecionar a casa teve de ser aumentada.











Até o interior da casa revela o seu bom gosto. 

















Em 1947, fez uma primeira doação ao estado romeno, que consistiu na casa, pinturas e esculturas. Em 1957, seguiu-se nova doação e, finalmente em 1962, quando morreu, estava estabelecida a fundação do museu.

A sua coleção inclui escultura 

  
           do reconhecido escultor romeno Contantin Brâncuși (1876-1957)- Cabeça de rapaz



muitas obras do escultor Oscar Han (1891-1976) O beijo


O Soldado de Cornel Medrea (1888-1964)

 Pintura de artistas romenos. A primeira sala é dedicada a Theodor Pallady (1871-1956), que também tem um uma casa museu em Bucareste.


Nicolae Grigorescu (1838-1907)


Nicolae Tonitza (1886-1940)


Ștefan Luchian (1868-1916)

Escadas com Flores

Ion Andreescu (1859-1882)


Camil Ressu (1880-1962)




Paisagem

Micaela Eleutheriade
(1900-1982) pareceu-me a única mulher.


Na periferia de Covasna

e ainda impressionistas franceses



Retrato de Menina  é o único Cézanne existente na Roménia



Pissarro


Renoir


e até um Picasso

Bela casa e extraordinária coleção de arte. Foi uma manhã de sábado bem passada, que me fez lembrar quando os meus filhos estudavam no Britânico, das 10 às 13h e o meu marido e eu ficávamos a visitar tudo o que havia de novo em Lisboa.



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