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terça-feira, 5 de novembro de 2024

Catarina de Bragança no Palácio da Bacalhôa




No fim de semana li na revista Sábado um artigo sobre uma exposição no Palácio da Bacalhôa em homenagem a Catarina de Bragança. Telefonei para o palácio para fazer a marcação da visita e fiquei a saber que não é uma exposição nova, com mais peças, mas sim a existente, há anos. De qualquer modo resolvemos ir até Azeitão, porque há muito tempo que não íamos.

 
Retrato oficial de Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra. À semelhança do seu pai, D. João IV, a coroa não está na sua cabeça. O pai ofereceu-a  a Nossa Senhora e Catarina de Bragança ao não usar a coroa demonstra a sua portugalidade.



Apresentação de Catarina de Bragança à corte de Carlos II



O contrato de casamento

Da maneira como estava exposto em 2009 via-se melhor...

Nas duas visitas que fiz anteriormente lembrava-me de dois azulejos do século XVII com os rostos dos reis, mas já não estão em exposição e a guia, muito jovem, não se lembrava deles.



Estes dois móveis, que me pareceram interessantes não os vi hoje.


Escolhemos uma visita mais curta só ao Palácio e Quinta. Não visitámos desta vez a adega.




Engraçado como passados quinze anos escolhemos os mesmos locais para tirar fotografias...






Entrada e Jardim Japonês


Em 2011 numa prova de vinhos com o meu filho...


Quinta e Palácio da Bacalhoa em Azeitão
Monographia Historico-Artistica por Joaquim Rasteiro
Lisboa Imprensa Nacional 1895


O Palácio da Bacalhôa é considerado o primeiro edificio da Renascença em Portugal. Anteriormente chamada Quinta de Vila Fresca foi também Paço Real, comprada pelo infante D. João, filho de D. João I em 1427. Herdou-a a sua filha, D. Brites, mãe do rei D. Manuel I. Ainda existem construções, muros com torreões de cúpulas aos gomos e também o grande tanque mandados construir por D. Brites. Esta quinta viria a ser vendida em 1528 à família Albuquerque e tornou-se uma homenagem a Afonso de Albuquerque.


Os azulejos datados (1565) mais antigos de Portugal

São daquela época a harmoniosa «casa de prazer», junto ao tanque, a decoração com azulejos e a plantação de uma vinha.


Ainda no século XVII pertenceu a um comerciante de bacalhau, Jerónimo Teles Barreto, conhecido pela alcunha de "O Bacalhau". Quando morreu a sua mulher ficou conhecida por Bacalhôa e assim a Quinta de Vila Fresca de Azeitão mudou o seu nome...


 Desenho de D. Carlos " Tanque da Quinta da Bacalhoa"


A Quinta pertenceu a D. Carlos I e ao seu filho D. Manuel II. Busto de D. Carlos e fotografia do Rei e Rainha D. Amélia.
Em 1936, o Palácio foi comprado e restaurado por uma norte-americana de origem polaca, Orlena Zabriskie Scoville, que chegou a esconder refugiados na cave do palácio. O seu neto tinha a ambição de possuir um chateau com vinhas de origem francesa e tornou a quinta num dos grandes produtores de vinho em Portugal.
Atualmente a propriedade pertence ao Comendador Berardo.

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